13/11/09

A Rua é Só Deles - Prefeitura de Madri vai reforçar turismo LGBT

Madri talvez ainda não tenha engolido o fato de ter perdido as Olimpíadas de 2016 para o Rio de Janeiro. Agora que a Cidade Maravilhosa também faturou como melhor destino gay do mundo, a capital espanhola corre atrás e quer se firmar entre os turistas LGBTs. O órgão de turismo do país acredita que Madri pode ser uma referência mundial entre os gays pois oferece “mais de 500 opções entre hotéis, bares, restaurantes, cafés, casas noturnas, salões de cabeleireiros e academias, entre vários de tipos de comércio destinados ao público LGBT.” Algo que o Rio está longe de oferecer.

Em maio, a Prefeitura firmou um acordo junto à comunidade para colocar Madri entre os cinco grandes destinos mundiais de encontros LGBTs, promovê-la em mercados emergentes e aumentar o turismo gay e de luxo. Hoje, a maior parte dos turistas LGBTs que visitam a cidade vem dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Áustria. Pesquisas apontam que turistas homossexuais gastam em média R$ 330 por dia, contra R$ 200 dos turistas heterossexuais. Além disso, são turistas que estão dispostos a viajar em qualquer época do ano, diferentemente dos heterossexuais que dependem muito do calendário escolar dos filhos.

Por Welton Trindade

04/11/09

PRECISAMOS DE NOVOS AVATARES DO TEMPO

Hugo Chaves referiu-se a Lula como um Cristo que traz boas novas, como um avatar do tempo, aquele que vêm do sânscrito, a 'encarnação' dos bons, a manifestação corporal dos imortais.

Avatares eram um grupo antigo de seres mágicos que podem dobrar o mesmo tecido de tempo. Em Charmed, os Avatares são descritos como um calmo, contudo coletivo poderoso cujo propósito exclusivo é mostrar a outra versão, libertando a terra de todos os seres do mal durante um sonho se realizando.

Jesus Cristo, por exemplo, é reconhecido como um avatar, homens especiais como Buda, Krishna, Saint-Germain..Marx, Lenin, Lula?

Do News Front

27/10/09

BLOGUEIRO DIZ QUE UM DIA LULA PODERÁ SER CANÔNIZADO

Sobre o comentário feito pelo advogado geral da união de que não conseguiram manter Lula em uma redoma, em comentário no blog do Dirceu, o blogueiro Soldado no Front disse não dúvidar que Lula um dia esteja numa redoma, voce que talvez tenha convivido com alguns Judas atuais (disse para Dirceu) sabe que a estória se repete e que a mesma perseguição já ocorrida a outros santos e a Jesus - primeiro Comunista conhecido da história, Lula é vitima hoje no Brasil.

Crucificação em praça pública é o que acontecia e ainda tentam acontecer com quem prega a divisão correta do pão. E do pão do povo principalmente. No futuro testemunhos, pedidos e demonstrações de fé a Lula não faltarão. Por muito menos outros foram santificados.

E isto não significa ignorância de um povo, significa gratidão, esperança e fé, a fé de que o criador atraves de alguns homens especiais reafirma, materializa e prova sua existência entre nós, continuou o blogueiro.

22/10/09

Jornalista diz que a unidade é essencial para processo de democratização da mídia avançar

Na avaliação do jornalista Altamiro Borges, que fez uma análise da ditadura midiática, a unidade dos movimentos sociais é essencial para avançar no processo de democratização do Brasil. Segundo ele, o fato de São Paulo ter abrigado mais de 70 pré-conferências municipais no último final de semana expressa o acúmulo conquistado: “Isso é ótimo porque todos os encontros têm concluído que os meios de comunicação no Brasil são altamente monopolizados e manipuladores”.

Responsável pela Comunicação da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira ressaltou que a Confecom representa “um enfrentamento mais direto ao monopólio da comunicação, que embrutece, emburrece e criminaliza, atentando contra a cultura nacional e a diversidade regional com seus enlatados”.

Diretor de Comunicação Social da Nova Central, Sebastião da Silva, conclamou as centrais a atuarem cada vez mais unidas para reverter o quadro atual das concessões públicas, “onde este espaço de emancipação se transforma em espaço de manipulação econômica e política por meia dúzia de famílias e pelo capital estrangeiro”.

“Não podemos esquecer que nos momentos de folga é a TV quem está presente na vida do trabalhador, vendendo a ideologia do consumismo e do egoísmo. Precisamos de um canal para fazer o contraponto a isso”, alertou o secretário de Comunicação da CTB, Eduardo Navarro.

Saudando o compromisso coletivo com a Conferência, o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) lembrou que além da contestação, é preciso que as entidades também busquem criar uma publicação unificada para fortalecer o embate com as publicações tradicionais dedicadas a criminalizar a luta dos trabalhadores.

Em nome da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Antônio Cortizo propôs que as centrais sindicais reivindiquem a concessão de um canal de TV aberta e de uma emissora de rádio, para combater as distorções e manipulações da mídia.

O diretor de Comunicação do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Alexandre Wehby, sublinhou a importância do seminário para irradiar posições unificadas do movimento sindical e social a fim de garantir a efetiva democratização da comunicação.

C/A

16/10/09

ELEIÇÕES 2010 - EL LOQUITO, MARQUETEIRO TUCANO NÃO É LOUCO, É SÓ DEMENTE

Qual o papel de Gonzáles na campanha do PSDB?

Marqueteiro ou coordenador - pelas suas declarações não dá para saber - da campanha do presidenciável tucano paulista José Serra, o jornalista Luiz Gonzáles quer, também, dirigir a campanha da candidata da situação, a ministra Dilma Rousseff (PT e aliados) e a agenda do presidente Lula.

De novo, ele deitou falação, agora num seminário de marketing. Considerou que o presidente Lula não devia usar "instrumentos do governo" na disputa eleitoral, até porque, em sua opinião, o chefe do governo não deveria entrar nesse "ringue" agora.

Gonzáles pensou retrucar - mas não o fez - as manifestações do presidente Lula às críticas de Serra sobre a transposição do rio São Francisco. E, aí, disse não ser "bacana" e nem "correto" o presidente usar entrevistas à imprensa "para entrar no jogo eleitoral".

"O presidente deveria trabalhar mais e falar menos. [...] Onde ele for, tem jornalistas. Portanto, ele usa o instrumento que tem. Eu acho chato que ele use um instrumento de governo para a disputa eleitoral. Não precisa disso", afirmou Gonzáles.

O marqueteiro-coordenador só esqueceu de avisar isso a seu candidato (Serra) e ao outro tucano (Aécio) que disputa com ele a indicação da legenda para concorrer ao Planalto ano que vem e que fazem o mesmo. Aliás, fazem política, como é próprio da função deles.

A piada do dia é do marqueteiro de Serra

No I seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing - "O efeito Obama", em que externou seu propósito de dirigir as campanhas presidenciais de José Serra e Dilma Rousseff, o marqueteiro dos tucanos paulistas, Luiz Gonzáles, disse esperar que a petista não explore sua condição de mulher na disputa "porque um candidato deve conseguir a maioria do eleitorado independente do gênero."

"O tema da campanha de Dilma não é de gênero, é de continuidade. Se o tema for 'vote em mim porque sou mulher', é uma campanha errada", ensinou Gonzáles. Tem razão num ponto: o futuro governo de Dilma será realmente o terceiro de Lula, só que sem Lula.

Gonzáles antecipou que na preparação do discurso eleitoral de Serra a história do tucano é sua maior aliada. "A biografia que o Serra tem não precisa de nenhum truque. É só dizer quem é, o que fez o que pretende fazer. Ele tem alicerce e aval para o que pretende fazer", pontificou o marqueteiro.

Serra, na campanha, vai esconder que é homem?

Em outras palavras, para ele devíamos deixar de lado nossas qualidades e feitos (da candidata petista) e destacar nossos defeitos. E enaltecer seu possivel presidenciável, Serra - se o governador Aécio Neves (MG) não vencer a prévia e for ele o candidato - que só tem qualidades, deve apresentar sua “biografia”, evidentemente escondendo que é homem, já que Dilma não pode “explorar” que é mulher

Só pode ser piada. E das ruins.

Mas, Gonzáles - ou "El Loquito", como está sendo chamado nos bastidores - nessa questão vai continuar falando em vão. Não tem a menor possibilidade de emplacar seus conselhos, pelo menos do lado de cá.

POr ZD

11/10/09

Se Karl Marx e Lênin estivessem vivos seriam os principais candidatos ao Prêmio Nobel de Economia

Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lênin previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de títulos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos “modelos de risco” aos quais tem sido atribuído o Prêmio Nobel e estão mais próximos da realidade que as previsões do presidente do Banco Central americano, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, que acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise econômica.

Na primeira década do século 21 não houve qualquer aumento no rendimento real dos trabalhadores americanos. Houve sim um declínio agudo na sua riqueza. No século 21 os americanos sofreram dois grandes crashes no mercado de ações e a destruição da sua riqueza imobiliária.

Alguns estudos concluíram que os rendimentos reais dos americanos, exceto para a oligarquia financeira dos super-ricos, são menores hoje que na década de 80 e mesmo que na de 70. Não examinei esses estudos de rendimento familiar para determinar se eles foram distorcidos pelo aumento nos divórcios ou pela percentagem de famílias monoparentais. Contudo, durante a última década é claro que o salário líquido real declinou.

A causa principal deste declínio é o deslocamento (offshoring) de empregos americanos de alto valor agregado para fora do país. Tanto empregos na manufatura como em serviços profissionais, tais como engenharia de software e trabalho com tecnologia de informação, foram relocalizados em países com forças de trabalho grandes e baratas.

A aniquilação de empregos de classe média foi disfarçada pelo crescimento na dívida do consumidor. Quando os rendimentos dos americanos deixaram de crescer, a dívida do consumidor expandiu-se para substituí-lo e manter o consumo em ascensão. Ao contrário de aumento nos rendimentos do consumidor devido ao crescimento da produtividade, há um limite para a expansão do endividamento. Quando aquele limite é atingido, a economia deixa de crescer.

A pauperização dos trabalhadores não resultou do agravamento de crises de superprodução de bens e serviços, mas sim do poder do capital financeiro de forçar o deslocamento da produção para terras estrangeiras. As pressões de Wall Street, incluindo pressões de tomadas de controle (takeovers), forçaram firmas manufatureiras americanas a “aumentar os rendimentos dos acionistas”. Isso foi feito com a substituição de trabalho americano por trabalho barato estrangeiro.

Corporações deslocalizadas ou que passam a encomendar fora a sua produção manufatureira, causaram o divórcio entre os rendimentos dos americanos e a produção dos bens que eles consomem. O passo seguinte no processo aproveitou-se da alta velocidade da internet para transferir empregos em serviços profissionais, tais como engenharia, para fora. O terceiro passo foi substituir o resto da força de trabalho interna por estrangeiros trazidos para cá a um terço do salário com o H-1B [1] , L-1 [2] e outros vistos de trabalho.

Esse processo pelo qual o capital financeiro destruiu as perspectivas de emprego de americanos foi endossado pelo economistas do “livre mercado”, os quais receberam privilégios em troca da propaganda de que os americanos beneficiar-se-iam com uma “Nova Economia” baseada em serviços financeiros, e pelos seus sócios no negócio da educação, os quais justificavam vistos de trabalho para estrangeiros com base na mentira de que os Estados Unidos produzem poucos engenheiros e cientistas.

Nos dias de Marx, a religião era o ópio das massas. Hoje, é a mídia. Basta ver como a informação propagada pela mídia facilita a capacidade da oligarquia financeira de iludir o povo.

A oligarquia financeira está anunciando uma recuperação enquanto o desemprego americano e os sequestros de imóveis estão em alta. Este anúncio deve sua credibilidade à sua origem [no alto escalão da economia], às pesquisas baseadas em folhas de pagamento que exageram o número de empregados e à eliminação, para dentro do buraco da memória, de qualquer americano desempregado por mais de um ano.

Em 2 de outubro o estatístico John William, do www.shadowstats.com, informou que o Bureau of Labor Statistics havia anunciado uma revisão da sua estimativa preliminar do indicador anual do emprego em 2009. O BLS descobriu que o emprego em 2009 fora exagerado em cerca de um 1 milhão de postos de trabalho. John Williams acredita que a diferença foi realmente de dois milhões de postos de trabalho. Ele informa que “o modelo usado acrescenta [um ilusório] ganho líquido de cerca de 900 mil empregos por ano à informação sobre emprego”.

O número de empregos nas folhas de pagamentos não agrícolas é sempre a manchete. Contudo, Williams acredita que as pesquisas feitos junto às famílias de desempregados é estatisticamente mais correta que a consulta às folhas de pagamento. O BLS nunca foi capaz de reconciliar a diferença nos números dos dois levantamentos de emprego. Na sexta-feira passada o número de empregos perdidos apresentado nas manchetes era de 263 mil para o mês de setembro. Contudo, o número na pesquisa feita com as famílias era de 785 mil empregos perdidos no mês de setembro.

A manchete da taxa de desemprego de 9,8% em grande medida subdeclara o desemprego. As agências de informação do governo sabem disso e relatam outro número de desempregados, conhecido como U-6. Esta medida do desemprego nos EUA fixava-se nos 17% em setembro de 2009.

Quando aos trabalhadores desencorajados pelo desemprego de longo prazo [que deixam de procurar emprego] são acrescentados ao total dos desempregados, a taxa de desemprego em setembro de 2009 eleva-se a 21,4%.

O desemprego de cidadãos americanos pode ser ainda mais alto. Quando a Microsoft ou alguma outra firma substitui milhares de trabalhadores americanos por estrangeiros com vistos H-1B, a Microsoft não relata um declínio de empregados na folha de pagamento. No entanto, vários milhares de americanos ficam sem empregos. Multiplique isso pelo número de firmas dos EUA que se apóiam em companhias estrangeiras fornecedoras de mão-de-obra para tecnologia de informação (”body shops”) para substituir a força de trabalho americana com trabalho barato estrangeiro ano após ano e o resultado são centenas de milhares de desempregados americanos não contabilizados.

Obviamente, com mais de um quinto da força de trabalho americana desempregada e os remanescentes enterrados em hipotecas e dívidas de cartões de crédito, a recuperação econômica não está à vista.

O que acontece é que as centenas de bilhões de dólares de dinheiro do TARP [plano de apoio do governo ao sistema financeiro] dados aos grandes bancos e os bilhões de dólares que foram acrescentados ao balanço do Banco Central americano foram despejados no mercado de ações, produzindo uma outra bolha, e na aquisição de bancos menores por bancos “demasiado grandes para falir”. O resultado é mais concentração financeira.

A expansão da dívida subjacente a esta bolha corroeu a credibilidade do dólar como moeda de reserva. Quando o dólar começar a despencar, banqueiros em pânico elevarão as taxas de juros a fim de proteger a capacidade de contração de empréstimos do Tesouro. Quando as taxas de juros ascenderem, o que resta da economia dos Estados Unidos afundará.

Se o governo não puder contrair empréstimos [vendendo títulos do Tesouro], ele imprimirá dinheiro para pagar as suas contas. A hiperinflação atingirá a população americana. O desemprego maciço e a inflação maciça infligirão ao povo americano uma miséria que nem mesmo Marx e Lênin poderiam conceber.

Enquanto isso, economistas dos Estados Unidos continuam a pretender que estão lidando com uma recessão normal do pós-guerra, que requer meramente uma expansão da moeda e do crédito com o objetivo de restaurar o crescimento econômico.

[1] H-1B: categoria de visto para não imigrantes que permite ao patronato dos EUA procurar ajuda temporária de estrangeiros qualificados que tenham bacharelato.
[2] L-1: documento de visto para entrar nos EUA como não imigrante e válido por períodos de tempo de até três anos. São geralmente concedidos para empregados de companhias internacionais com escritórios nos EUA.

[*] Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions.

Por PaulCraigRoberts@yahoo.com

04/10/09

MÍDIA BRASILEIRA NÃO SE CONFORMA COM PRESTÍGIO POLÍTICO INTERNACIONAL DE LULA E COM A CONQUISTA DAS OLIMPÍADAS RIO-2016

A participação de Lula foi decisiva para a escolha do Rio.

O povo brasileiro, os líderes mundiais e a mídia internacional já respeitam e consideram o presidente Lula como um dos mais importantes líderes do mundo, não só pela condução da economia, mas pelas transformações sociais internas e relações diplomáticas externas. Isso é fato.

O presidente Lula foi decisivo para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, mas é inacreditável como os grandes meios de comunicação no Brasil ressentem em reconhecer a decisiva presença de Lula.

A grande mídia não consegue olhar a realidade acima de paixões mesquinhas e dos interesses políticos menores.

Não é por acaso que no último ano aumentou em 50% o número de brasileiros que consideram a midia parcial.

Veja o comentário de um internauta no site do Nassif
Por walden
Na primeira página, O GLobo diz que “Havelange e Pelé foram decisivos”. São patéticos!

O jornal Hoje da Rede Globo tenta provar que filme de Meirelles foi decisivo: Veja que patético.

Do Educação Política

24/09/09

INCIDENTE DE HONDURAS AUMENTA LIDERANÇA MUNDIAL DE LULA

O evento que perdura em Honduras não macula o Brasil como a mídia venal e a oposição "brasileiras" gostariam, o fato é que eles morrem de inveja de Lula que com sua maestria e histórico político democrático irretocável e incontestável que vem revelando-se um grande estadista, refletindo com precisão cirurgica a realidade político-economica conjuntural mundial.

Neste momento decisivo e histórico da humanidade, Lula prova que esta com a Democracia, dá bons exemplos ao mundo político contemporâneo onde, em pouco tempo, tornou-se uma das pessoas mais importantes, respeitadas e ouvidas do mundo civilizado, e tudo isto sem eles e apesar deles, dos mercenários apologistas, senão sócios, dos estados mínimos, incompetentes e suspeitos.

Do Soldadonofront

18/09/09

NEWS FRONT - ENTRE A MERENDA E O DIPLOMA


Várias cidades brasileiras, sofre com políticos despreparados e que não entendem seus verdadeiros papéis no cenário nacional.

Muito mais preocupados com seus próprios umbigos eles concentram suas energias em tentar, os mostrarem, mostrarem-se administradores preocupados com uma boa administração.

No entanto, o que fazem é apenas prejudicar a vida dos cidadãos e agir de forma canhestra e mal disfarçada unicamente em benefício próprio.

Como exemplo, ao aumentar as verbas destinadas a publicidade de seu governo em mais de 130% neste ano, Kassab se viu diante de um dilema: aumentar o caixa ou passar um atestado de incompetência diante do povo.

Às vésperas de ano eleitoral equacionar corretamente esse "problema" talvez fosse a chave do seu sucesso, tivesse dado certo.

Por Sifu.

05/09/09

Denúncia - PSDB em SP levou a segurança pública à falência

O delegado Protógenes Queiroz, responsável pela primeira fase da Operação Satiagraha da Polícia Federal, que levou Daniel Dantas à prisão, anunciou sua filiação ao PCdoB, na quarta-feira, elogiando o governo do presidente Lula e fazendo críticas às administrações tucanas em São Paulo. O delegado afirmou que a escolha do partido ocorreu pela afinidade de projetos.

“Posso afirmar que ao decidir (pelo PCdoB), o fiz com muita certeza sobre o que o trabalho da Polícia Federal representou nesse processo”, disse Protógenes Queiroz, lembrando que foi no governo Lula que a PF mais fez investigações contra os crimes de desvio de recursos públicos, colarinho branco e corrupção. Ele ressaltou que Lula envia verba pública para todos os lugares do país. “Se há desvio, a culpa não é dele”.

Protógenes também fez críticas à gestão de José Serra em São Paulo. “Está provado que os governos do PSDB em São Paulo não são bons administradores. Senão não haveria a falência do sistema de segurança pública e as carências do sistema de transporte”, assinalou.

C/A

31/08/09

"O CARA" DE NOVO - LULA RECEBERÁ PRÊMIO WOODROW WILSON

"O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, receberá o Prêmio ao Serviço Público, concedido pelo Centro Internacional Woodrow Wilson para Acadêmicos, nos Estados Unidos, anunciou hoje o organismo. Lula receberá o prêmio no dia 21 de setembro, em Nova York, informou o centro, em comunicado.

"O presidente Lula personifica as virtudes às quais prestamos homenagem", assinalou o documento.

Lula, acrescenta o comunicado, é um líder político que contribuiu de maneira decisiva para o fim do regime militar e reabriu o caminho para a democracia em seu país.

"Este prêmio é o tributo a um estadista que fortaleceu o Brasil enormemente no plano interno e elevou sua posição global", afirmou Lee Hamilton, presidente e diretor do centro.

Esta é a terceira vez que o Centro Woodrow Wilson dá o prêmio a um brasileiro e o Lula é o primeiro político do Brasil a ser homenageado."

Do blog

27/08/09

MIDÍATRIX - A AGENTE WALDVOGEL E O UNIVERSO PARALELO DA MÍDIA

Não é mais um caso simples de partidarismo, o jornalismo brasileiro da dita grande mídia simplesmente enlouqueceu. É como se existissem dois mundos, um narrado nos jornais e o outro que é o “deserto do real”.

Ao chegar a redação ou estúdio o 'empregado da grande mídia' conecta um plug na nuca e faz uma imersão no mundo da fantasia. Neste estranho mundo se o depoimento de uma funcionaria exonerada, acusando uma ministra está eivado de contradições não importa.

Suas contradições foram apenas a 'matrix' se reconfigurando, a única realidade aceitável é aquela que os arquitetos desenham em seus editoriais. Mais eis que a agente Waldvogel traz três especialistas para uma entrevista pensando que eles também estão conectados à matrix, e para sua surpresa descobre que eles tomaram a pílula vermelha e vêem a realidade como ela é e não como a jornalista, plugada na matrix, a enxerga.

Não entende, tenta inutilmente conduzir as respostas dos convidados para o mundo que descreveu no prólogo do programa, porém o “deserto do real” é implacável e o desmonta a cada resposta dos entrevistados.

Desolada a agente Waldvogel gagueja, interrompe os interlocutores tudo em vão, outros usuários plugados à matrix vão ter acesso a pílula vermelha. O estrago esta feito.

Por Celio Mendes

20/08/09

SPOK DA SILVA - MARINA E SUA CERGUEIRA IDEOLÓGICA

Não tenha dúvidas: Marina está sendo incensada pela oposição exatamente por não ter nenhuma chance de crescer. Ela é mais um projeto inviável de Heloisa Helena, cujo destino será o mesmo da matraca alagoana, uma vereança sem honra.

Marina foi demitida do Ministério porque atrapalhava o país, pois na sua cegueira ideológica ela não aceitava nem mesmo a construção das hidroelétricas na região. Ora, o uso racional da Amazônica é vital para o país. Ou nós tomamos conta da Amazônia ou alguém toma. Todos nós sabemos da cobiça internacional.

Sua candidatura está rodeada de factóides, cantos de sereia e mentiras. Por exemplo: uma enquete no blog do tucano Noblat, 37% dos leitores dele, todos demo-tucanos, afirmaram votar em Marina. Mentira torpe, pois se 37% dos votos demo-tucanos forem para Marina, a Dilma já estaria eleita.

Por fim, o PV de Gabeira atuará como linha auxiliar dos demo-tucanos, assim como fizeram os tucanos sem pena de Heloisa e Cristóvam.

Por Spok da Silva

13/08/09

ESCÂNDALO - CONTAS NO CASO ALSTOM

Objetivo é descobrir quem se beneficiou de eventual pagamento de propina da empresa.

Duas contas atribuídas a brasileiros na Suíça foram congeladas por aquele país, que afirma ter provas de que elas receberam da Alstom.

O Brasil vai pedir ajuda à Suíça para rastrear as movimentações de duas contas atribuídas a brasileiros que receberam recursos da Alstom francesa.O plano é desvendar a teia de relações dessas contas para tentar descobrir quem se beneficiou do eventual pagamento de propina pela multinacional.As contas são atribuídas a Robson Marinho, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), e a Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô, José Jorge Fagali. Ambos negam ser donos das contas.

Entre 2000 e 2003, Fagali Neto foi diretor de projetos especiais do Ministério da Educação, cargo para o qual ele diz ter sido indicado pelo então ministro Paulo Renato (PSDB). Em 1994, ocupou a secretaria de Transportes Metropolitanos na gestão Luiz Antonio Fleury.Marinho foi chefe da Casa Civil do governo de Mario Covas, entre 1995 e 1997.

As contas foram congeladas pelo Ministério Público da Suíça, que afirma ter provas de que elas receberam recursos da Alstom que teriam sido usados para o pagamento de propina. Na Suíça, diferentemente do que ocorre no Brasil, promotores têm poder de congelar contas desde que apresentem indícios de irregularidade. Na última semana, o Brasil pediu à Suíça que as contas fiquem congeladas para que, caso seja provado que o dinheiro está ligado à corrupção, os recursos possam retornar. O pedido de sequestro foi feito pelos promotores Silvio Marques, Saad Mazloum e Mario Sarrubbo.

A Alstom está sob investigação no Brasil, na Suíça e na França. É investigada sob suspeita de ter pago comissões ilegais a políticos para obter contratos para fornecer equipamentos a subestações de energia e trens para o Metrô-SP.Funcionários da Alstom contaram à Justiça de Paris que a empresa pagava a políticos comissão de 7,5% sobre o valor do negócio para ganhar a concorrência. À época dos contratos investigados, de 1998 até 2008, o PSDB governava São Paulo.

A conta atribuída a Fagali Neto já teve um saldo de cerca de R$ 20 milhões em valores corrigidos pelo câmbio atual. Até setembro de 2003, recebeu US$ 10.558.069 (R$ 19,4 milhões) e 211 mil (R$ 549,1 milhões), segundo quebra de sigilo do Ministério Público suíço.

O dinheiro teria saído de uma conta da Alstom na França e passado por outros bancos antes de chegar à suposta conta de Fagali Neto, aberta no Banque Safdié de Genebra.

Hoje, o saldo da conta é de cerca de US$ 7,5 milhões (R$ 13,9 milhões). Uma das dúvidas do promotores é saber qual foi o destino de cerca de R$ 6 milhões da conta de Fagali Neto.A suposta conta de Marinho tem hoje um saldo menor, de cerca de R$ 1 milhão, segundo profissionais que atuam no caso ouvidos pela Folha. Mas ela chegou a quase R$ 2 milhões.

Por Jussara Seixas

02/08/09

A Mídia é Tucana - Formadores de opinião escondem crescimento

A confiança dos industriais e a produção da indústria, as vendas dos supermercados, os investimentos externos, o prazo dos empréstimos externos para o Brasil - tudo cresce e alavanca a retomada do desenvolvimento econômico no país, menos o tom do noticiário econômico.

É como se o Brasil ainda estivesse no olho do furacão da crise internacional. Notícias com maior destaque e em maior espaço mesmo, só da crise do Senado.

É só pressão para o PT abandonar o senador José Sarney (PMDB-AP) e para este renunciar numa preparação da imprensa para o controle da Mesa, e da Casa passar para a oposição (o 1º vice-presidente de Sarney é o senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás).

De quebra, como se diz popularmente, para que a oposição assuma a condução da CPI da Petrobras e, assim, desestabilize o governo, já que sem o apoio do PMDB não há maioria e governabilidade.

Como pano de fundo de toda essa manobra, o pré-sal e a nova regulação do setor, as novas regras para a exploração e produção de petróleo e gás, o novo método de partilha e a nova empresa para o controle e o acesso aos ganhos do petróleo prospectado nessa área.

Por ZD

29/07/09

Um importante debate - A Ditadura da Mídia

Neste ano em que se programa a primeira Conferência Nacional de Comunicação no país (em princípio, para dezembro próximo, em Brasília) nada como um bom livro para esquentar o debate.

A todos recomendo, portanto, "A ditadura da mídia" do jornalista Altamiro Borges, prefaciado pelo professor Venício A. de Lima e com comentários de Laurindo Lalo Leal Filho, ambos já entrevistados neste blog.

Em seu texto de apresentação, Altamiro aponta o paradoxo da mídia hegemônica: "ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil", porém "também nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade".

Sobre o caso brasileiro, o jornalista afirma que "a mídia controlada por meia-dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade". E conclui lembrando que "na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político".

O livro é uma peça de denúncia política

Como o próprio autor define, seu livro não é uma obra acadêmica, mas "uma peça de denúncia política". E mais: "não é neutra, nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação".

Daí sua importância e dos capítulos propostos: "Poder mundial a serviço do capital e das guerras"; "A mídia na berlinda na América Latina rebelde"; "Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil; "De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa"; e "Outra mídia é urgente: as brechas da democratização".

Altamiro também ressalta que "o governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação".

11/07/09

Denúncia - Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás

A “gestão Reichstul levou a empresa a um nível de acidentes sem precedentes na sua história: 62 acidentes graves — em dois anos — contra a série histórica de 17 acidentes em 23 anos (1975 a 1998), segundo relatório publicado pelo Conselho Regional de Engenharia do Estado do Paraná Nós pedimos investigação de sabotagem aos vários órgãos de segurança: Polícia Federal, Marinha, Procuradoria Federal.

Não investigaram, mas os acidentes cessaram”, denunciou a Associação dos Engenheiros da Petrobrás, no documento “Os Dez Estragos do governo FHC na Petrobrás”.

C/A

04/07/09

O JORNALISMO DE CAMPANHA DE O GLOBO

O jornal não tem limites. Agora começou a pressionar e a chantagear o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), 1º vice-presidente do Senado. Quando interessa ao jogo político, O Globo esconde ou minimiza denúncias contra outros tucanos - haja vista os casos dos senadores Artur Virgílio (PSDB-AM) e Efraim Morais (DEM-PB), além da governadora tucana gaúcha Yeda Crusius.

Contra estes não há campanhas ou motes de comentaristas e articulistas. Já no caso do senador Marconi Perillo, o pretexto para atingí-lo são ações contra ele em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) por abuso do poder econômico, financiamento ilegal e caixa dois na campanha eleitoral em que se elegeu em 2006.

Segundo O Globo, em matéria requentada - publicada com o título "1º Vice-presidente do Senado é investigado no STF” -, ele teria participado de suposto esquema de corrupção e propina na liberação de créditos de empreiteiras com o Estado de Goiás. Os recursos teriam sido usados para pagar dívidas da campanha.

Mas tudo isso, leitor, é porque Marconi Perillo se opôs radicalmente à proposta do seu partido de renúncia de Sarney e de constituição de uma comissão que substituiria a Mesa e o presidente interino na direção do Senado.

Ele virou alvo de campanha porque publicamente contestou o presidente nacional de seu partido, senador Sérgio Guerra (PE) e abriu uma dissidência na legenda tucana com outros senadores que, como vários do DEM, apóiam a permanência de Sarney no cargo de presidente do Senado.

Por ZD

25/06/09

A MÃO (QUASE) INVISÍVEL DE WASHINGTON

O jornalista colombiano Hernando Calvo Ospina faz um relato documentado do papel das “fundações” na política imperialista norte-americana, após os escândalos da CIA em 1975. Em especial, mostra como a “Fundação Nacional para a Democracia” tem atuado em outros países, canalizando dinheiro e assistência para a mídia, ONGs e “movimentos dissidentes” para desestabilizar governos, atacar processos eleitorais e preparar o terreno para golpes de Estado. Este artigo, bastante atual, foi publicado originalmente no Le Monde Diplomatique, em 2007.

Uma grande parte do que fazemos hoje, a CIA fazia clandestinamente há 25 anos [1]”. Allen Weinstein é o nome do homem cuja confissão surpreendente foi publicada no “Washington Post”, em 22 de setembro de 1991.

Historiador, ele foi o primeiro presidente do National Endowment for Democracy (NED) (Fundação Nacional para a Democracia), uma associação norte-americana sem fins lucrativos com objetivos declarados particularmente virtuosos: promover os direitos do homem e da democracia. É, no entanto, dela que ele fala nessa declaração. A NED não existia quando, quinze anos antes, o mesmo jornal revelou, em 26 de fevereiro de 1967, um escândalo de repercussão internacional: a Agência Central de Inteligência (CIA) financiou, no exterior, sindicatos, organizações culturais, grupos midiáticos e intelectuais. O artigo também revelou como o dinheiro chegava até eles.

Como, mais tarde, Philip Agee — ex-oficial da agência — confirmaria, “a CIA se abastece de fundações norte-americanas conhecidas e, também, de outras entidades criadas com o mesmo objetivo que não existem no papel” [2].

À época, para reduzir a pressão, o presidente Lyndon Johnson pediu a abertura de um inquérito, mesmo sabendo que, desde sua criação em 1947, a CIA é comandada por esse tipo de atividade. “Nossos políticos recorreram a ações secretas para enviar conselheiros, equipamentos e fundos com o intuito de sustentar grupos midiáticos e partidos políticos na Europa, já que, mesmo depois da II Guerra Mundial, nossos aliados continuavam sofrendo ameaças políticas [3]”. No início da Guerra Fria tratava-se de combater a “influência ideológica” da União Soviética.

Em alguns casos, as organizações financiadas conseguiram enfraquecer ou eliminar opositores aos governos aliados de Washington. Ao mesmo tempo, criaram espaços favoráveis aos interesses norte-americanos. O trabalho também foi posto a serviço de golpes de Estado, como, no Brasil, contra o presidente João Goulart, em 1964. A derrubada do presidente chileno Salvador Allende, em setembro de 1973, provaria que Lyndon Johnson não havia posto fim às atividades ilegais da CIA. “Para preparar o terreno para os militares, financiamos e canalizamos as forças de importantes organizações da ‘sociedade civil’ e da mídia. Foi uma cópia melhorada do golpe de Estado no Brasil”.

UMA ORGANIZAÇÃO MAIS REFINADA

A partir de 1975, a CIA foi novamente objeto de uma investigação do Senado dos Estados Unidos, principalmente por envolvimento em complôs e crimes perpetrados contra diversos dirigentes políticos no mundo todo (Patrice Lumumba, Fidel Castro, Salvador Allende). Paralelamente, o avanço alcançado por movimentos revolucionários na África e na América Latina obrigava Washington a constatar que, se o trabalho de infiltração em organizações da “sociedade civil” continuava decisivo, a via utilizada não era a melhor. Recorde-se que, “para levar a batalha ideológica pelo mundo, o governo Johnson recomendou pôr em marcha um ‘mecanismo público-privado’ destinado a financiar abertamente atividades no exterior [4]]”.

Foi assim que surgiu, em 1979, a American Political Foundation (APF) (Fundação Política Americana), soma de esforços dos partidos Democrata e Republicano, dirigentes sindicalistas e patrões, acadêmicos conservadores e instituições ligadas a relações internacionais. O modelo foi importado da Alemanha Ocidental, onde as fundações dos quatro principais partidos [5] –conhecidos sob o nome de “Stiftung” – eram, desde o pós-guerra, financiados pelo governo, como instrumentos da Guerra Fria. Em particular, a Fundação Konrad Adenauer, ligada ao partido União Democrata Cristã (CDU).

Em 14 de janeiro de 1983, o presidente Ronald Reagan assinou a medida secreta NSDD-77. Por meio dela, pedia a criação do que havia anunciado em discurso diante do Parlamento britânico em 8 de junho de 1982: uma “infra-estrutura” para “melhor contribuir para a campanha global pela democracia” [6]]. O decreto sinalizava que para tanto seria necessário “coordenar de maneira rigorosa os esforços em política exterior — diplomática, econômica e militar, além de manter proximidade com os seguintes setores da sociedade norte-americana: trabalho, negócios, universidades, filantropia, partidos políticos, imprensa [...]”.

Sem mencionar o decreto, Reagan apresentou ao Congresso uma proposta da AFP intitulada “The Democracy Program”. Em 23 de novembro de 1983, uma lei aprovou a criação do National Endowment for Democracy (NED). Em 16 de dezembro, durante a “cerimônia” organizada para a ocasião na Casa Branca, o presidente declarou: “Este programa não ficará na sombra. Ele se afirmará com orgulho sob a luz dos holofotes. E, por certo, será coerente com nossos interesses nacionais [7]]”.

QUATRO FUNDAÇÕES

Quatro organizações constituíam a base da NED e eram responsáveis por sua gestão. O Free Trade Union Institute (FTUI) – braço da central sindical AFL-CIO, que adotou em seguida o nome American Center for International Labor Solidarity (ACILS) – já existia antes da NED. As outras três foram criadas ad hoc: o Center for International Private Enterprise (Cipe) da Câmara do Comércio; o International Republican Institute (IRI), do partido Republicano; e o National Democratic Institute (NDI), do partido Democrata.

Ainda que fosse, juridicamente, uma associação privada, a NED estava presente no orçamento do Departamento de Estado (embora seu financiamento fosse submetido à aprovação do Congresso). O governo isentava-se oficialmente de toda responsabilidade [8]. Mas esse estatuto tinha uma outra vantagem estratégica. Para o ex-funcionário do Departamento de Estado William Blum, as organizações “não governamentais fazem parte da imagem e do mito. Contribuem para manter, no exterior, um nível de credibilidade que uma agência oficial não poderia atingir” [9].

Em outubro de 1986, estourou o escândalo que fez o governo Reagan balançar: o financiamento ilegal da luta contra o governo sandinista da Nicarágua organizava-se a partir da Casa Branca, principalmente graças ao tráfico de cocaína. Coincidência: coordenada pelo coronel Oliver North, sob a direção do Conselho Nacional de Segurança (NSC), toda a estrutura se denominava “The Democracy Program”. A NED teve um papel de primeiro escalão na operação [10]. Estranhamente, a investigação concentrou-se no financiamento do aparato militar dos contra-revolucionários nicaragüenses – os “contra” – e se ocupou menos dessa organização “não-governamental”, que, no entanto, era financiada desde sua criação, e até 1987, por Walter Raymond, alto funcionário da CIA e membro do diretório de informações do NSC.

“Filha do Projeto Democracia de Ronald Reagan, a NED financiou numerosos grupos latino-americanos, como a Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA) [11]”, afirmou Jorge Mas Canosa, então presidente da FNCA, organização anti-Castro extremista criada pelo NSC à mesma época que a NED. Com o slogan “A liberdade de Cuba passa pela Nicarágua”, a FNCA posicionou-se contra os sandinistas. “Essa organização surgiu quando Theodore Shackley, ex-assistente na direção de operações da CIA e chefe da seção de serviços clandestinos, pediu aos membros da fundação apoio político na América Central”.

APÓS A GUERRA FRIA

Foi em 1987, em pleno escândalo, que a NED começou a agir. Seus dólares permitiram a constituição da frente de organizações anti-sandinistas, inclusive a Comissão Permanente dos Direitos do Homem (nicaragüense). Graças ao apoio, Violeta Chamorro, candidata de Washington e proprietária do jornal “independente” “La Prensa”, chegaria à presidência em 1990. Todas as ações dos sandinistas a favor da população se desmancharam com a adoção do modelo neoliberal.

O talento que a NED tinha para dirigir e orientar fundos, criar ONGs, organizar manipulações eleitorais e intoxicações midiáticas devia-se em grande parte à experiência da CIA, ao setor de cooperação do Departamento de Estado (Usaid) e a numerosas personalidades da “elite” conservadora ligadas à política exterior dos Estados Unidos [12]. Estratégias terroristas à parte, o governo Reagan utilizaria os mesmos métodos em países socialistas da Europa Oriental, “cruzada não-governamental pelos direitos do homem e da democracia, nem tão imperialista já que considerada apta para responder às necessidades dos dissidentes e reformadores do mundo inteiro [13]”.

Nos países do “socialismo real”, a distância entre governantes e governados facilitava o trabalho da NED e sua rede de organizações, que fabricavam milhares de “dissidentes” graças aos dólares e à publicidade. Uma vez obtida a mudança, a maioria deles desaparecia sem alarde, assim como suas organizações.

Entre as vitórias históricas reivindicadas, figura a Polônia. Em 1984, a NED já distribuía “ajuda direta” para criar sindicatos, jornais e grupos de defesa dos direitos humanos. Todos, não é preciso dizer, “independentes”. Para a campanha presidencial de 1989, a NED ofereceu US$ 2,5 milhões ao movimento Solidariedade, dirigido por Lech Walesa, que naquele ano chegou ao poder como aliado poderoso de Washington [14]].

Se a NED foi concebida no quadro do arsenal norte-americano da Guerra Fria, o desmanche do bloco socialista europeu foi o preâmbulo para sua expansão planetária. Desde então, graças aos dólares e a alguns “especialistas”, ela soube se envolver em processos sociais, econômicos e políticos de cerca de noventa países da África, América Latina, Ásia e Europa Oriental. Atrapalhar eleições é, como diz o pesquisador Gerald Sussman, “muito importante para atingir os objetivos globais dos Estados Unidos”. A NED e outras organizações norte-americanas se apresentaram como participantes da “construção da democracia”. Enquanto isso, sublinha Sussman, se “elas agem efetivamente de maneira menos brutal que a CIA até 1970, as formas de manipulação eleitoral utilizadas por elas ainda hoje são demonstrações de encenação moral e dramaturgia política” [15].

CUBA E VENEZUELA

Ao longo das eleições de 1990 no Haiti, a NED investiu cerca de US$ 36 milhões para apoiar o candidato Marc Bazin, ex-funcionário do Banco Mundial. Apesar da ajuda, foi Jean-Bertrand Aristide que saiu vencedor. Ele seria deposto, em 29 de setembro de 1991, após uma campanha midiática, também financiada pela NED e o Usaid. A ditadura que se instalou logo depois deixaria 4 mil mortos.

Ao longo de seus primeiros dez anos de existência, “a NED distribuiu US$ 200 milhões a 1.500 projetos para apoiar os amigos da América” [16]. Desde 1998, a NED passou a prestar muita atenção na Venezuela. “É uma operação silenciosa contra a revolução bolivariana. Começou com o presidente [Bill] Clinton e se intensificou com George W. Bush. É muito parecida com as ações empreendidas contra os sandinistas, mas por enquanto sem terrorismo nem embargo econômico. Pretende: ‘promover a democracia, resolver os conflitos, monitorar as eleições e reforçar a vida civil’”, acredita Agee. A advogada norte-americana Eva Golinger descobriu em documentos oficiais que, entre 2001 e 2006, mais de US$ 20 milhões foram remetidos pela NED e o Usaid a grupos de oposição e à mídia privada venezuelanos [17]. O “New York Times” revelara, em 25 de abril de 2002 — dias depois do golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez —, que o orçamento da NED destinado à Venezuela havia quadruplicado alguns meses antes da tentativa de golpe, por ordem do Congresso norte-americano.

Foi, no entanto, na luta contra o regime cubano que a NED mostrou mais firmeza. Ao longo dos últimos 20 anos, ela teria investido cerca de US$ 20 milhões para promover a “transição democrática” no país, sem contar os US$ 65 milhões gastos pelo Usaid desde 1996. Washington insiste na utilidade absoluta de eleições “democráticas”, mas, da lei Torricelli (Cuban Democracy Act, 1992) à lei Helms-Burton (Cuban Liberty and Democratic Solidarity Act, 1992) e à Comissão de Assistência a uma Cuba Livre, os textos oficiais precisam claramente que os governantes devem lhes convir. A quase totalidade dos fundos permanece nas mãos de organizações contra-revolucionárias nos Estados Unidos e na Europa. Os governos polonês, romeno e tcheco, principalmente, recebem boa parte desse financiamento, desde que levem adiante a pressão internacional exercida sobre Cuba. Só em 2005, a NED repassou US$ 2,4 milhões a esses países [18].

Eleições e negócios devem andar de mãos dadas. É assim que Washington imagina a democracia. Em 20 de janeiro de 2004, o presidente George W. Bush anunciou, durante seu discurso do Estado da União, que pediria ao Congresso que duplicasse o orçamento da NED para que ela inove em esforços na “promoção de eleições livres, no livre comércio, na liberdade de imprensa e a liberdade sindical no Oriente Médio”. Significa que o esforço ideológico acompanha a ação militar. Nessa região do mundo, a presença da NED era, até então, mínima. Em 2003, sua rede se instalou no Afeganistão. Em seu site na internet, o órgão disse que decidiu “estabelecer e reforçar o comércio para ajudar a construir a democracia e a economia de mercado”. Para preparar o terreno, ela fornece “ajuda a toda uma série de ONGs nascentes”.

“LIBERDADE DE INVESTIMENTO”

Com objetivos semelhantes, outras ONGs são financiadas no Iraque, principalmente no norte do país ocupado. Como em outras regiões, as organizações locais sustentadas pela NED tornam-se rapidamente dependentes e, sob a bandeira da “luta pela democracia”, passam a trabalhar para um sistema cujos interesses raramente coincidem com os da população.

Uma vez por ano, quando é feito um pedido, o presidente da NED deve prestar contas ao Comitê de Relações Exteriores do Congresso norte-americano, um caso único para uma “organização não-governamental”. Em 8 de junho de 2006, Carl Gershman (presidente da NED desde abril de 1984) lembrou a urgência de aumentar o orçamento da “ajuda à democracia”. Ele sustenta que na Rússia, Bielo-rússia, Uzbequistão, Venezuela e Egito, as ONGs precisam de recursos suplementares porque enfrentam governos “semi-autoritários”. Em 7 de dezembro, ele fará praticamente o mesmo discurso diante do Parlamento Europeu, durante a conferência “Democracy Promotion: The European Way” (Promoção da Democracia: o Modo Europeu).

Modelada por William Blum, a filosofia da NED repousa sobre a idéia de que as sociedades funcionam melhor “com a imprensa livre, a cooperação de classes, [...], um intervencionismo mínimo do governo na economia [...]. A economia de mercado é igualada à democracia, às reformas e ao crescimento; ela ressalta os méritos dos investimentos estrangeiros. [...] Os relatórios da NED insistem na ‘democracia’, mas trata-se apenas de procedimentos democráticos mínimos, não de uma democracia econômica, já que nada deve ameaçar os poderes estabelecidos [...]. Em suma, os programas da NED estão em harmonia com as necessidades e os objetivos fundamentais da globalização econômica e da nova ordem internacional”.

Diante da Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro de 1989, o presidente George Bush pai afirmara que o desafio do “mundo livre” era consolidar as “fundações da liberdade”. No ano anterior, o Parlamento canadense, apoiado por Washington, havia criado uma fundação parecida com a NED, que levou o nome de “Rights & Democracy” (direitos e democracia). Em 1992, sob o mesmo modelo, o Parlamento britânico tornou oficial a Westminster Foundation for Democracy (Fundação Westminster para a Democracia). Depois foi a vez da Suécia com o Swedish International Liberal Centre (Centro Liberal Sueco Internacional), dos Países Baixos – Fundação Alfred Mozer –, e da França – Fundação Robert Schuman e Jean Jaurès (ligada ao Partido Socialista). A rede de fundações da NED tomava forma.

TRANSFERIR AÇÕES DETESTÁVEIS DA CIA”

É nesse quadro que se cria o “Democracy Projects Database” (Banco de Dados de Projetos de Democracia), que coordenou “por volta de 6.000 projetos” de ONGs pelo mundo. A NED é também o coração da Network of Democracy Research Institutes (Rede de Institutos de Pesquisa da Democracia), da qual participam “as instituições independentes ligadas a partidos políticos, universidades, sindicatos e movimentos pela democracia e pelos direitos humanos”. Seu objetivo é facilitar o contato “entre os eruditos e os militantes da democracia”. Por outro lado, a NED abriga o secretariado do Center for International Media Assistance, “um projeto que se propõe a reunir um certo número de especialistas em mídia com o objetivo de reforçar o apoio à imprensa livre e independente no mundo” [19]].

No site oficial do Departamento de Estado na internet, Gershman declara que todas essas fundações, pessoas e organizações convergem para a “criação de um movimento pró-democracia”. Uma “rede de redes”, cujo centro é constituído pela NED. Outras fundações associaram-se ao projeto: a Fundação Friedrich Ebert, da Alemanha, o Olof Palme Internazionella Centrum, da Suécia, o Karl Renner Institut, da Áustria, a Fundação Pablo Iglesias, ligada ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Em 1996, para justificar o aumento do orçamento da NED, um relatório particularmente “esclarecedor” foi submetido ao Congresso: “A guerra global das idéias chegava ao clímax. Os Estados Unidos não podiam se permitir a renúncia a um instrumento de tamanha eficácia em política externa numa época em que seus interesses e seus valores sofriam um potente ataque ideológico de numerosas forças antidemocráticas do mundo. Continuavam ameaçados por regimes comunistas tenazes, por neocomunistas, por ditadores agressivos, por nacionalistas radicais e fundamentalistas islâmicos. Nessas condições, os Estados Unidos não podiam abandonar o campo de batalha ideológico aos inimigos de uma sociedade livre e aberta. A NED precisava de um financiamento contínuo, que constituísse um investimento prudente para garantir o futuro [20]”. Três anos depois, Benjamin Gilman, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, retomava, com o mesmo objetivo, a maior parte dos elementos desse relatório.

Democracia, eleições livres, liberdade de expressão. O que William Blum traduz assim: “Tudo o que fizemos foi transferir numerosas atividades detestáveis da CIA a uma nova organização cujo nome soa bem. A criação da NED foi uma obra-prima política, de relações públicas e de cinismo” [21].

NOTAS:

[1] The Washington Post, 22 de setembro de 1991.

[2] Entrevista com o autor, 2005. Ver também conferência de Philip Agee: http://www.rebelion.org/cuba/030919agee.pdf

[3] Sobre o trabalho da CIA junto aos intelectuais, ver Frances Stonor Sanders, Who Paid the Paper? The CIA and the Cultural Cold War, Granta Books, Londres, 2000. Ver também: http://www.ned.org/about/nedhistory.html.

[4] [Leia mais - >http://www.ned.org/about/nedhistory.html

[5] Friedrich Ebert Stiftung, dos Social-Democratas (SPD); Konrad Adenauer Stiftung, dos Cristãos Democratas (CDU); Hanns-Seidel, da l’Union Cristã-Social (CSU); e Friedrich-Naumann Stiftung para os liberais (FDP).

[6] [Leia mais - >http://www.ned.org/about/reagan-060882.html

[7] [Leia mais->http://www.ned.org/about/reagan-121683.html

[8] “A NED não seria considerada uma agência ou emanação do governo dos Estados Unidos”, diz um trecho do ato do Congresso que criou a NED.

[9] William Blum, Rogue State, Ed. Common Courage Press, Monroe, 2000.

[10] The New York Times e The Washington Post. 15 e 16 de fevereiro de 1987

[11] Álvaro Vargas Llosa, El Exilio Indomable, Ed. Espasa, Madri, 1998.

[12] Entre elas: Allen Weinstein, Dante Fascell, Elliot Abrams, Richard Allen, John Negroponte, Jeane Kirkpatrick, John Bolton, Otto Reich, o general Wesley K. Clark, John Richardson, William Middendorf, Frank Carlucci, Francis Fukuyama.

[13] Nicolas Guilhot, “Le National Endowment for Democracy”, Actes de la recherche en sciences sociales, n° 139, Paris, setembro 2001.

[14] A NED mostra aqui algumas de suas ações de financiamento, seja de forma direta ou pela intermediação da CIPE, IRI, NDI ou do braço AFL-CIO. [Ver->http://www.ned.org/about/nedTimeline.html

[15] Gerald Sussman, “The Myths of ‘Democracy Assistance’: U.S. Political Intervention in Post-Soviet Eastern Europe”, Monthly Review, volume 58, n° 7, New York, dezembro de 2006.

[16] Nicolas Guilhot, ibid.

[17] Eva Golinger, Code Chávez. CIA contre Venezuela, Ed. Oser dire, Esch-sur-Alzette, Luxembourg, 2006.

[18] “Les USA financent des groupes anticastristes à l’étranger ”, Associated Press, 29 de dezembro de 2006.

[19] [Leia mais->http://www.ned.org/about/cima.html

[20] “The Endowment for Democracy: a prudent investment in the future.” James Phillips e Kim R. Holmes, Foreign Policy and Defense Studies, The Heritage Foundation, Executive Memorandum No. 461, 13 de setembro de 1996.

[21] William Blum, op.cit.

Por HERNANDO CALVO OSPINA jornalista colombiano, autor, entre outros, de Salsa, Don Pablo Escobar, Perú: los senderos posibles, Terrorismo y otros maleficios, Disidentes o mercenarios? e Ron Bacardí: la guerra oculta.

10/06/09

Reconhecimento - França elogia militares brasileiros

Virou unanimidade entre os leitores dos principais jornais franceses a atuação da Marinha e da Aeronáutica do Brasil na tragédia do voo 447.

São só elogios pela rapidez e seriedade de nossos militares, ironizando a lentidão nas buscas do governo francês com mais recursos e equipamento moderno.

Muitos agradecem, comovidos, aos brasileiros

Competência


A melhor maneira de acompanhar o resgate dos destroços do voo 447 da Air France é pelo sensacional site da Força Aérea: www.fab.mil.br

Por: Helena

06/06/09

Hipocrisia - Tucanos acusam os outros do que eles próprios fazem

Os tucanos, com o governador José Serra à frente, seguido pelo presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE) e depois pelo governador de Minas, Aécio Neves, direta ou indiretamente queixaram-se da comunicação do próprio partido essa semana e acusaram o PT de usar recurso público em sua publicidade e propaganda. Acusações totalmente infundadas e, como eu disse aqui ontem, deveriam provar sob pena de estarem cometendo calúnia.

Aécio, inclusive, se deslocou de Minas a São Paulo para falar de "aparelhamento" da máquina pública pelo governo do PT e para proclamar que a governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB), envolvida em gravíssimas denúncias de corrupção, é o "orgulho" do partido.

Já que queria tratar dessas coisas, o governador-presidenciável tucano mineiro nem precisaria ter se deslocado de Minas: a resposta ao que ele, Serra e Sérgio Guerra questionaram essa semana está na Folha de S.Paulo de hoje.

Reportagem publicada pelo jornal dá conta de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou sindicância para apurar se o governador José Serra (PSDB) comete irregularidade com a campanha publicitária da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) veiculada em rede nacional de TV, embora a estatal atue apenas no território paulista.

Informações prestadas ao Tribunal pela Rede Globo - a Rede Bandeirantes ainda não passou as suas - e por duas agências de publicidade indicam que o governador gastou R$ 43,7 milhões com esses anúncios da SABESP, veiculada duas vezes por dia em redes nacionais de TV .

A "suspeita" do Tribunal é de que com essa campanha Serra poderia estar usando a máquina pública em favor de uma possível candidatura à Presidência da República. Você tem alguma dúvida?

Por ZD

27/05/09

COREIA DO NORTE SE DEFENDE - EUA MILITARIZOU COREIA DO SUL

Na Coreia do Sul, os EUA mantém cerca de 37.000 soldados em 100 instalações e o maior campo de tiro da Ásia onde utilizam munições radioativas todos os dias, apesar da oposição da população sul-coreana, como confirmou o jornalista Seymour Hersh.

A Coreia Popular não pretende agredir – nem, obviamente, conquistar – os Estados Unidos, nem nenhum outro país, mas tem a firme decisão de se defender e garantir sua soberania. Quem pratica uma política insistentemente agressiva é o Pentágono.

Em recente edição, a insuspeita revista Newsweek informou: “O arsenal nuclear dos Estados Unidos inclui 5.400 ogivas nucleares armadas em mísseis balísticos intercontinentais em terra e mar; outras 1.750 bombas nucleares e mísseis cruzeiros prontos para ser lançados desde aviões B-2 e B-52; adicionalmente têm 1.670 armas nucleares classificadas como ‘táticas’. E, ainda, mais ou menos 10.000 ogivas nucleares em bunkers por todo o país como ‘contrapeso’ a qualquer surpresa”.

Além do que, os Estados Unidos são o único país que usou bombas atômicas; as que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, que mataram centenas de milhares de pessoas.

Israel, outro país que achou “condenável” o teste realizado pela RPDC, recebeu desde setembro de 2004, 500 bombas estoura - bunkers BLU109, dos EUA (Washington Post, 6 de janeiro de 2008). Em abril de 2007, confirmaram que Israel receberia 100 bombas mais avançadas GBU-28, da Lockheed Martin (Reuters, 26 de abril de 2007). Israel possui cerca de 200 ogivas nucleares estratégicas. (Newsweek, fevereiro de 2008).

Vários países europeus considerados oficialmente como “estados não-nucleares”, possuem armas nucleares táticas, fornecidas por Washington. Os EUA entregaram 180 bombas termo-nucleares a 5 países “não-nucleares” da OTAN; a Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia, e a um país “nuclear”, a Inglaterra. Ignorados pelo Controle Nuclear da ONU, os EUA contribuíram ativamente para a proliferação de armas nucleares na Europa Ocidental.

A mídia monopolista norte-americana, e sua seguidora no Brasil repercutiram que a RPDC “desafiou a comunidade internacional” ao realizar a prova. Nada fala, porém, das ameaças que o povo desse país tem sofrido.

Depois do fim da Guerra da Coreia, em 1953, com o país dividido, os Estados Unidos saturaram a Coréia do Sul de soldados, bases e armas nucleares. Em 1985 havia pelo menos 150 armas nucleares na Coreia do Sul. (“U.S. nuclear weapon locations, 1995,” Robert Norris e William Arkin, Bul-letin of the Atomic Scientists).

Washington diz que em 1991 retirou todas as armas nucleares táticas do território coreano. Porém, nunca foram permitidas as “inspeções internacionais” que o Pentá-gono exige, sob ameaça de invasão, dos demais países. Além disso, os Estados Unidos conservam a capacidade de lançar foguetes nucleares contra a Coreia do Norte desde bases fora da Coréia do Sul. Em 2002, o “Resumo de Política Nuclear” do Pentágono descreve que estabeleceram alvos para ataques nucleares “preventivos” contra certos países, e entre eles figura a Coreia do Norte. (Washington Post, 23 de março de 2002).

Em 1994, os Estados Unidos assinaram um acordo com a RPDC em que esta devia suspender os reatores nucleares que podem produzir urânio apropriado para armas nucleares. Pyongyang usava esses reatores para produzir eletricidade, porque tem poucas fontes de energia. Em troca, os Estados Unidos acertaram suspender as sanções e oferecer assistência para construir dois reatores nucleares com moderador de água leve para substituir os de plutônio. Também se comprometeram a fornecer petróleo para obter energia. A RPDC ainda aceitou que a Agência Internacional de Energia Atômica fizesse inspeções e que supervisasse a evacuação de seus elementos combustíveis nucleares esgotados.

C/A

21/05/09

Denúnica - Bank of America financia lobby contra direito

O banco patrocinou encontro de lobistas apenas três dias depois de haver recebido US$ 25 bilhões do Tesouro dos EUA para tapar rombo fruto de seu atolamento no cassino financeiro .

Três dias apenas depois de haver recebido US$ 25 bilhões do Tesouro dos EUA, no dia 17 de outubro de 2008, o Bank of América (ou Bofa como gostam de chamar os seus apaniguados na bolsa de Wall Street) patrocinou uma vídeo-conferência para apoiar os congressistas que se opõem a uma nova lei de sindica-lização apoiada pela maioria democrata, por Obama e pelo movimento sindical dos EUA.

A lei denominada EFCA (Employee Free Choice Act) determina que aos trabalhadores basta um documento com a assinatura da maioria dos funcionários de uma empresa para que os mesmos decidam pela inte-gração a um sindicato de trabalhadores da categoria.

A lei EFCA também tem um parágrafo que criminaliza os patrões e seus agentes que usem de táticas de ameaça e intimidação para evitar a ação dos sindicatos e a sindicalização em suas empresas.



PROJECT CENSORED

A denúncia da ação lobista do Bofa, com apoio da AIG, está presente em uma das 25 matérias publicadas pelo programa Project Censored de 2009 e ocultada pela grande imprensa dos EUA e do mundo. O projeto é desenvolvido por alunos e professories da Universidade de Sonoma na Califórnia.

Muito atrasada em relação à nossa CLT (que autoriza a sindicalização de qualquer trabalhador de qualquer empresa em sindicato que represente a sua categoria), a legislação ianque, em vigência, prevê que a entrada dos trabalhadores de uma empresa em um sindicato tem que ser precedida de uma escolha dos mesmos por via eleitoral.

Do jeito como é determinado hoje, a eleição deve ser supervisionada não pelo sindicato da categoria mas por um órgão governamental o NLBR (sigla em inglês de Conselho Nacional de Relações do Trabalho).

Segundo denuncia o jornal Mundo dos Trabalhadores (Workers World), nas condições atuais, o processo eleitoral para a entrada de um sindicato em uma empresa “é dominado pelos patrões”. “As companhias se empenham em espionar, intimidar, forçar participação em encontros anti-sindicais, demissões ilegais e até ameaça de fechamento de postos enquanto que a entrada dos representantes do sindicato é inteiramente restrita”.

Ao evento patrocinado pelo Bofa contra a nova lei sindical (a EFCA), como denuncia o Project Censored, foram convidados indivíduos com carteiras de inversões nas bolsas, e jornalistas como Rick Berman - que tem em sua carreira o cargo de advogado da corporação Bethlehem Steel e a direção da Câmara de Comércio dos EUA em Washington. Berman, jornalista televisivo de aluguel, trabalhou para a Phillip Morris para detonar campanhas anti-tabagistas e para companhias de bebidas para investir contra leis que limitam a quantidade de bebida passível de ingestão pelos motoristas. Também foi convocado para o encontro dos lobistas antisindicais um representante da seguradora AIG, a mesma que quebrou as pernas ao segurar montanhas de derivativos que viraram mico e recebeu dezenas de bilhões de dólares para não fechar as portas. “Os presentes foram instados a enviar grandes somas de dinheiro aos grupos e congressistas republicanos que trabalham contra a EFCA”, afirma o artigo destacado pelo Project Censored.

Segundo o jornal Huffington Post, um dos palestrantes no evento se dirigiu aos executivos presentes para perorar: “como acionistas, se soubesse que um executivo da empresa da qual tenho ações não estivesse fazendo nada contra a EFCA eu processaria o fdp”.



CARTA AO CONGRESSO

Os sindicatos, federações e centrais sindicais dos EUA, assim como diversas organizações de atividade civil como Change Congress (Mudar o Congresso), Public Citizen (Cidadão Público) e Democracy Matters (Democracia Importa) firmaram carta aos congressistas destacando: “Estamos concla-mando o Congresso a investigar se o Bank of América, AIG e outros receptores de bilhões em dinheiro dos contribuintes o usaram para mandar ‘grandes contribuições’ a políticos e organizações, para contra-posição à EFCA”.

O deputado da Flórida pelo Partido Democrata, Alan Grayson, denunciou: “o que surge é que eles [os bancos] usaram dinheiro dos contribuintes para sifoná-lo a seus serventes políticos, os republicanos de direita”.

C/A

12/05/09

Reforma no Senado - FGV explica redução de cargos no Senado

A proposta de reestruturação administrativa do Senado elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) reduz em 83% as diretorias, em 53% as assessorias e em 50% as posições de nível intermediário no Senado. Foi o que afirmaram Bianor Cavalcanti, Irapuan Cavalcanti e Gilney Mourão Teixeira, encarregados pela Fundação para explicar o trabalho realizado para o Senado.

Eles informaram que o propósito do estudo é reduzir as atuais 41 diretorias para sete, as atuais 13 assessorias para seis, e os atuais 184 cargos de nível intermediário para 92. Também disseram que os índices de remuneração no Senado são inteiramente compatíveis com os pagos no Executivo e que não existe, na instituição, nenhum indicador técnico que justifique a diminuição de salários.

Conforme as explicações deles, a principal economia preconizada por essa reforma vai ser na extinção de cargos e na racionalização administrativa, com mudanças nas práticas organizacionais.

Na estrutura proposta, terão nível de diretoria a Consultoria Legislativa, a Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle, a Secretaria-Geral da Mesa, a Diretoria-Geral de Administração, a Secretaria de Comunicação Social, a Secretaria de Tecnologia e a Unilegis.

Indagados pelos jornalistas sobre o órgão ao qual ficarão subordinadas as licitações, eles disseram que, no projeto, existem instancias decisórias em vários níveis para realizar essa tarefa.

Por Teresa Cardoso

02/05/09

Entidades repudiam projeto que criminaliza uso da internet

Debatedores em audiência pública criticaram lei em trâmite na Câmara dos Deputados que tipifica atividades corriqueiras na web como crimes cibernéticos.

A Assembleia Legislativa realizou segunda-feira (27), uma audiência pública para debater o projeto de lei substitutivo do senador Eduardo Azeredo(PSDB-MG) que trata sobre os crimes de informática. Entidades, sindicatos, deputados estaduais e federais que estiveram presentes no debate criticaram o projeto e manifestaram uma ação de repúdio contra a aprovação da lei que tramita no Senado Federal.

O líder do PT, deputado Péricles de Mello, presidente da Comissão de Educação e Cultura, que propôs a audiência, levará o assunto a plenário e pedirá aos demais parlamentares que se manifestem contrários à proposta. “Um projeto de controle da internet é perigoso porque ele resulta no controle da sociedade e no controle da informação”.

Já aprovado no Senado Federal e tramitando na Câmara dos Deputados em regime de urgência, o PL 84/1999 caracteriza 13 delitos eletrônicos, como difusão de vírus, pedofilia, roubo de senhas, clonagens de cartões e celulares. O projeto, segundo especialistas, pode levar à criminalização potencial de usuários da informática em tarefas corriqueiras, como transferir dados de websites.

Para João Paulo Mehl, da Comissão Pro-Conferência de Comunicação(composta por 21 entidades), antes de discutir um código penal para a internet é importante se discutir um código civil, com direitos e deveres do usuário. “No momento em que 50% da população brasileira têm acesso à internet é preciso debater direitos e deveres e não restringir o acesso à rede. O projeto quer bloquear as práticas criativas e atacar a internet enrijecendo as ações punitivas em torno do direito autoral. A informação não é propriedade de ninguém, tem de ser compartilhada para avançarmos socialmente”, defende.

Liberdade

A principal polêmica do projeto está no artigo 285-B, que criminaliza a ação de “obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível.” Ou seja, o simples ato de acessar um site já seria um crime por “cópia sem pedir autorização” na memória “viva” (RAM) temporária do computador. Para os críticos, o projeto atenta contra as liberdades civis, a privacidade e a circulação de conteúdos na internet brasileira.

De acordo com Osmar Kaminski, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, a lei é prejudicial porque restringe a liberdade de expressão. “Ainda não utilizarmos nem 5% dos recursos que a internet permite. É muito cedo para termos uma lei draconiana que restrinja a discussão”. Opinião compartilhada pelo deputado federal Dr. Rosinha, do PT, que entende que a lei de controle da internet não vai resolver os crimes cibernéticos. “Por essa lei todos nós seremos criminosos. Essa proposta de controle pleno pode ser chamada de censura”. Já o deputado Professor Lemos, do PT, afirma que se aprovada, a lei resultará no retrocesso na sociedade civil.

A própria Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), que apóia a lei de cibercrimes, tem preocupações com pontos do texto, como o que determina às empresas de todos os portes e provedores de internet armazenar registros dos usuários por três anos. Quem não cumprir com a obrigação, pagará multa entre R$ 2 mil e R$ 100 mil, além do ressarcimento por perdas e danos às vítimas de golpes.

Os maiores interessados na aprovação do texto atual do PL, possivelmente, são as instituições bancárias, atingidas por prejuízos financeiros resultantes do phishing scam (programas espiões para roubar senhas) e vírus. Segundo matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo em 13 de novembro de 2008, os bancos pagam por ano cerca de R$ 500 milhões às vítimas de fraudes na rede. Advogados, representantes do setor de internet e especialistas consideram que empresas de segurança de dados e certificadoras digitais também serão beneficiadas futuramente com a lei.

Para Thiago Skarnio,membro do Coletivo Nacional da Abraço de Santa Catarina, argumenta que os que crimes não acontecem só na internet. “Acontecem nos shopings, nos correios, nas praças e ninguém pretende fechar esse locais”, dispara.

Everton Rodrigues, do projeto Casa Brasil, também afirma que a internet não pode ser culpada por crimes hediondos, como a pedofilia e classifica a lei como um “Ato Institucional-AI da era digital. Cláudio Dutra, diretor de IP e multimídia da Celepar, também se manifestou contrário à proposta que tramita em Brasília.

Histórico

O projeto de lei de crimes de informática tramita há mais de uma década no Congresso. Foi aprovado pela Câmara em 2003 e seguiu para o Senado como PLC 89/2003, onde foi incorporado a outros dois projetos. Após cinco anos, o texto relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) nas Comissões de Educação, Ciência e Tecnologia e de Constituição e Justiça, e pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) na Comissão de Assuntos Econômicos, foi aprovado em julho de 2008 como substitutivo, voltando à Câmara como PL 84/99.

Democratização

A democratização dos meios de comunicação também foi outro ponto do debate. O deputado estadual Tadeu Veneri, do PT, questionou a inexistência de TVs comunitárias em Curitiba. E lembrou o episódio de reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo que publicou matéria com documentos falsos envolvendo a ministra Dilma Roussef. “O estrago foi feito, onde está a responsabilidade dos meios de comunicação?”, questionou.

Angelina Carmelo Romão, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, lembrou que a democratização da mídia tem que envolver pessoas com deficiência, como portadores de surdez e cegueira.

Ainda foi trazido à pauta o decreto assinado pelo presidente Lula que convoca para os dias 1º a 3 de dezembro, em Brasília, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Para entidades, sindicatos, coletivos de comunicação a realização da Conferência de Comunicação representa uma conquista histórica dos lutadores pela democratização da mídia. “No entanto, entendemos como fundamental ampliar a participação da sociedade civil e não empresarial nesta Comissão Organizadora. De 26 membros, dez são representantes do poder público e 16 da sociedade civil, sendo que apenas sete são representantes da sociedade civil não empresarial”, explicou Rachel Bragatto, do Coletivo de Comunicação Social.

Para saber mais:

www.proconferenciaparana.com.br
Pela ampliação da sociedade civil na Confecom
Repúdio ao PL do Azeredo que trata do controle da Internet

Informações

Laura Schuhli- Nucleo de Comunicação-Comissão Pró-Conferência (41)3092-0463
Rachel Bragatto- Intervozes- (41)9993-0488
João Paulo Mehl- Comissão Pró-Conferência (41) 88589600

24/04/09

GILMAR MENDES - 25 PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

--- recebido via corrente de e-mails ---

1. O Sr. sabe algo sobre o "assassinato" de Andréa Paula Pedroso Wonsoski, jornalista que denunciou o seu irmão, Chico Mendes, por compra de votos em Diamantino, no Mato Grosso?

2. Qual a natureza da sua participação na campanha eleitoral de Chico Mendes em 2000, quando o sr. era advogado-geral da União?

3. Qual a natureza da sua participação na campanha eleitoral de Chico Mendes em 2004, quando o sr. já era ministro do Supremo Tribunal Federal?

4. Quantas vezes o sr. acompanhou ministros de Fernando Henrique Cardoso a Diamantino, para inauguração de obras?

5. O sr. tem relações com o Grupo Bertin, condenado em novembro de 2007 por formação de cartel? Qual a natureza dessa relação?

6. Quantos contratos sem licitação recebeu o Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o sr. é acionista, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso?

7. O sr. considera ética a sanção, em primeiro de abril de 2002, de lei que autorizava a prefeitura de Diamantino a reverter o dinheiro pago em tributos pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, da qual o sr. é um dos donos, em descontos para os alunos?

8. O sr. tem alguma idéia do porquê das mais de 30 ações impetradas contra o seu irmão ao longo dos anos jamais terem chegado sequer à primeira instância?

9. O sr. tem algo a dizer acerca da afirmação de Daniel Dantas, de que só o preocupavam as primeiras instâncias da justiça, já que no STF ele teria"facilidades" ?

10. O segundo habeas corpus que o sr. concedeu a Daniel Dantas foi posterior à apresentação de um vídeo que documentava uma tentativa de suborno a um policial federal. O sr. não considera uma ação continuada de flagrante de suborno uma obstrução de justiça que requer prisão preventiva?

11. Sendo negativa a resposta, para que serve o artigo 312 do Código de Processo Penal segundo a opinião do sr.?

12. Por que o sr. se empenhou no afastamento do Dr. Paulo Lacerda da ABIN?

13. Por que o sr. acusou a ABIN de grampeá-lo e até hoje não apresentou uma única prova? A presunção de inocência só vale em certos casos?

14. Qual a resposta do sr. à objeção de que o seu tratamento do caso Dantas contraria claramente a *súmula 691*do próprio STF?

15. O sr. conhece alguma democracia no mundo em que a Suprema Corte legisle sobre o uso de algemas?

16. O sr. conhece alguma Suprema Corte do planeta que haja concedido à mesma pessoa dois habeas corpus em menos de 48 horas?

17. Por que o sr. disse que o deputado Raul Jungmann foi acusado"escandalosa mente" antes de que qualquer documentação fosse apresentada?

18. O sr. afirmou que iria chamar Lula "às falas". O sr. acredita que essa é uma forma adequada de se dirigir ao Presidente da República? O sr. conhece alguma democracia onde o Presidente da Suprema Corte chame o Presidente da República "às falas"?

19. O sr. tem alguma idéia de por que a Desembargadora Suzana Camargo, depois de fazer uma acusação gravíssima – e sem provas – ao Juiz Fausto de Sanctis, pediu que a "esquecessem" ?

20. É verdade que o sr., quando era Advogado-Geral da União, depois de derrotado no Judiciário na questão da demarcação das terras indígenas, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem as decisões judiciais?

21. Quais são as suas relações com o site Consultor Jurídico? O sr. tem ciência das relações entre a empresa de consultoria Dublê, de propriedade de Márcio Chaer, com a BrT?

22. É correta a informação publicada pela Revista Época no dia22/04/2002, na página 40, de que a chefia da então Advocacia Geral da União, ou seja, o sr., pagou R$ 32.400,00 ao Instituto Brasiliense de Direito Público - do qual o sr. mesmo é um dos proprietários - para que seus subordinados lá fizessem cursos? O sr. considera isso ético?

23. O sr. mantém a afirmação de que o sistema judiciário brasileiro é um "manicômio"?

24. Por que o sr. se opôs à investigação das contas de Paulo Maluf no exterior?

25. Já apareceu alguma prova do grampo que o sr. e o Senador Demóstenes denunciaram? Não há nenhum áudio, nada?

Por Guga Türck - almadageral

18/04/09

LULA NO FRONT MIDIÁTICO - PRESIDENTE LULA TERÁ UM BLOG

O Presidente Lula ganhará um blog e terá sua gestão divulgada por ferramentas interativas da internet. A ideia faz parte de um projeto piloto, já em estudo no Palácio do Planalto, de criação de um Núcleo de Relacionamento Digital, cujo objetivo é usar novas mídias, como blogs, Twitter e até sites de relacionamento.

Parte do projeto em estudo já tem um nome provisório: Blog do Planalto. Resultado de um pedido direto do Presidente em dezembro de 2008, em razão de seu interesse pelo papel da internet na eleição presidencial americana e, depois, na própria administração de Obama, que chegou a usar a rede para defender sua proposta orçamentária em um "bate-papo" com mais de 60 mil internautas.

Em conversas reservadas, auxiliares de Lula já dizem que o novo site será "igual ao da Casa Branca". A ideia é dar um caráter menos sisudo às notícias do Executivo, contando até "curiosidades" da administração pública. "Será uma coisa mais ágil: sai o terno e gravata e entra a bermuda e a sandália", resumiu um ministro. Às vésperas do ano eleitoral de 2010, o blog reforçará a estratégia de comunicação digital do Planalto a partir do segundo semestre, quando também haverá a reformulação dos portais do governo. O jornal O Estado de S.Paulo, promete uma reportagem sobre esse assunto para amanhã

Por: Helena™

09/04/09

MÍDIA POLÍTICA - O POVO MONITORADO PELA AGENDA DO CAPITAL

A Rede Globo consegue enquadrar parcela significativa da população brasileira nos limites de sua telinha televisiva. São novelas e mais novelas nos horários "nobres" a invadir os lares brasileiros, de segunda a sábado, seguidas de programas "culturais" tipo BBB, futebol e mais futebol. Transforma drama particular em verdadeiro circo emocional a mexer com a sensibilidade de um povo simples e trabalhador; passa e repassa filmes quase que exclusivamente das produtoras estadunidenses, com a marca privilegiada da violência, recheados ostensivamente de bandeiras da terra do Tio Sam.

Leva ao ar noticiários que, bem feitos tecnicamente, sempre passam apenas aquilo que é de interesse do capital, omitindo fatos importantes para a vida do nosso povo. Com isso, mantém o povo atrelado aos interesses ideológicos dos seus exploradores. Muito embora com um poder de penetração bem menor e com qualidade técnica inferior à da Globo, agem da mesma forma as demais redes televisivas. Levam avante verdadeira lavagem cerebral do povo brasileiro, que busca encontrar no "deus" consumo realização que supere suas frustrações - impostas pelo mesmo capital.

A Pauta Eleitoral

Além desse infernal ataque ideológico diário, a mídia procura nos enquadrar em outra pauta importante para os detentores do poder econômico: a pauta eleitoral. Pois a cada dois anos o povo brasileiro é condicionado a escolher entre os inúmeros candidatos às vagas dos poderes legislativo e, principalmente, executivo. Mal acabamos de sair de um processo eleitoral (votamos para prefeitos e vereadores no ano de 2008) e já estamos sendo condicionados a "pensar" nas eleições para as esferas federal e estadual, a serem realizadas em outubro de 2010 e, com isto, nos esquecermos dos graves problemas que estão dia a dia interferindo em nossas vidas pessoais, familiares e social.

Perita nesse tipo de jogada, merece destaque as iniciativas da Folha de S. Paulo. Ainda na semana de 30/03 a 04/04, esse jornal divulgava uma "pesquisa" sobre as "preferências" dos eleitores à futura vaga para a presidência da República. Aparentemente nada de nocivo nessa iniciativa. Entretanto, a maioria dos eleitores não percebe a jogada que está por trás. Basta dar uma passada de vistas pela matéria e perceber que são "pesquisados" aqueles e aquelas candidatos ou candidatas que a própria mídia vem colocando para o povo o tempo todo. Todos envolvidos e comprometidos com o gerenciamento dos interesses do capital. Os possíveis candidatos do que resta da capenga esquerda brasileira são ignorados e, quando aparecem publicamente, são tratados como cidadãos de segunda categoria e, não raramente, difamados política e moralmente.

Uma jogada que não é perceptível para a maioria é a de tentar "enquadrar" antecipadamente todos os candidatos, em especial aqueles que desejam concorrer a cargos executivos. Jornalistas são colocados a realizar o jogo sujo de vasculhar a vida política e particular de cada um dos candidatos, visando encontrar "pelo em ovo". Isto é, tentam encontrar qualquer coisa que possa ser usado publicamente para deixá-lo constrangido perante a opinião pública. Com isto, forçam o candidato a se posicionar na defensiva e a se submeter às regras impostas pelo capital. Foi assim com Collor de Mello, com FHC, com Lula, com Serra e Alckmin em eleições anteriores, e assim vem ocorrendo tanto no âmbito federal, quanto nos estados e nos principais municípios brasileiros.

Neste domingo (05/04), a mesma Folha nos ofereceu mais um espetáculo grotesco: procura enquadrar Dilma Rousseff, candidata de Lula, vasculhando sua vida política do tempo de sua juventude, época em que a ditadura militar prendia, torturava barbaramente e assassinava brasileiros por discordarem da entrega do país aos interesses das multinacionais. (Lembre-se o leitor que a mesma Folha de São Paulo, há apenas algumas semanas, qualificou a carnificina praticada pelos militares de "ditabranda", tentando fazer defesa e acobertamento dos crimes praticados pelos militares e seus prepostos carrascos, assim como buscando apagar a vergonhosa adesão da direção do jornal à ditadura militar, divulgando denúncias sobre cidadãos brasileiros comprometidos com a democracia).

Depois de Dilma virão outros e outros, até que os eleitores se habituem com os candidatos permitidos pelo poder econômico, até que os eleitores estejam condicionados a votar no "menos ruim" (para o povo), porém no mais vantajoso para os exploradores.

E assim caminha o povo brasileiro, ano após ano, tutelado pela agenda do capital.


Por Waldemar Rossi, metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

04/04/09

Não gostaram! Penas de aluguel da direita não acham Lula "o cara"


Como era de se esperar, os penas de aluguel da direita tupiniquim, aqueles que se travestem de "jornalistas sérios, apartidários e imparciais" para enganar os trouxas, já começaram a inventar teorias para provar, por A+B, que "Lula não é o cara" coisa nenhuma.

Na dianteira, conforme relatou meu amigo Eduardo Guimarães do Cidadania.com, saiu o blogueiro-cabo eleitoral do PSDB (Partido Só De Bacana) e do DEMo, Ricardo Noblat, afirmando que, na verdade, Obama estava de brincadeira, ou seja, tirando sarro, gozando.

E você leitor, acha mesmo que Obama estava só gozando da cara do Lula ou foi realmente sincero em seus elogios rasgados ao ex-metalúrgico??

Por André Lux

31/03/09

VAZOU NA WEB - UMA TÍMIDA E INSUFICIENTE PROPOSTA DE DECLARAÇÃO FINAL PARA O G-20

Os Bancos não deverão ser obrigados a cumprir imediatamente as novas regras em termos de capital "até estar assegurada uma significativa e sustentável recuperação da economia". Assim o diz a pré-proposta de declaração final da cimeira do Grupo dos 20, que estaria nas mãos de Obama e Braum que se reúne quinta-feira em Londres.

A reforma do sistema financeiro deverá passa pelo reforço do papel do Fundo Monetário Internacional e pelo alargamento das funções de um "Forum de Estabilidade Financeira".

O documento pré-preparatório final da Cimeira aponta para o reforço do controle sobre bancos, seguradoras, fundos de investimento, agências de "rating" e outros atores dos mercados. Objetivo final: evitar uma repetição da crise que mergulhou a economia mundial numa recessão.

Na agenda está uma mudança da regulação, dando sequência ao trabalho iniciado na cimeira de Washington. Entre as áreas visadas estão alguns métodos e princípios contabilísticos. Para evitar as dificuldades de capital que o setor enfrentou, é proposto um reforço dos requisitos de capital. Os bancos deverão também ser forçados a criar almofadas de liquidez, poupando reservas para períodos de forte restrição no acesso ao crédito.

Por definir está também o método de avaliação dos ativos nos balanços que sejam transacionados em mercado. A regra do "fair value", que obrigou à amortização de quase um bilião de euros em perdas, tem sido questionada desde o início da crise. Estas são áreas onde será imperativo chegar a um consenso.

O reforço da cooperação internacional será um dos temas centrais. Para concretizar, o Fundo Monetário Internacional deverá ver o seu papel alargado, cabendo-lhe uma supervisão prudencial do sistema financeiro mundial. A harmonização das regras entre países ficará a cabo do Fórum de Estabilidade Financeira, em conjunto com colégios internacionais de reguladores.

Da reunião mundial, deverá também sair um novo apelo para levar a regulação e supervisão a áreas mais "opacas" do mercado, como os derivados de crédito, os fundos de cobertura de risco ou as agências de "rating". Europa e Estados Unidos pretendem integrar na supervisão prudencial outras entidades com risco sistêmico, como os "hedge funds".

PROPOSTAS - Da Nova Ordem Financeira Mundial

Reforçar a Supervisão Prudencial

Prevenção é a palavra de ordem. Para que a actual crise não volte a repetir-se é necessário dotar as instituições de poderes para vigiarem, de uma forma coordenada, as instituições com risco sistêmico, incluindo bancos e seguradoras. Será assim nos EUA e na Europa, com a criação do Conselho Europeu de Risco Sistêmico, presidido pelo BCE.

Alargar a Regulação

Definir normas e estender a vigilância sobre atividades até agora com pouca ou fraca regulação. É o caso dos "hegde funds", das agências de "rating", ou da comercialização de instrumentos derivados de crédito. EUA e Europa exigem ainda a criação de câmaras de compensação centrais para activos negociados fora de bolsa.

Fundo Monetário Internacional - FMI

A instituição criada em 1944 pelo acordo de Bretton Woods é um dos "pivos" da reforma da regulação. Na nova ordem fica com responsabilidades alargadas na supervisão prudencial do sistema financeiro.

Fórum de Estabilidade Financeira

Criado em 1999 pelo G7 para promover a estabilidade do sistema financeiro, será integrado por representantes das autoridades de regulação nacionais e de várias instituições internacionais.

Mandatário do G7 para estudar e reunir propostas para a reforma da regulação, agrupa o trabalho desenvolvido pelas restantes entidades. Fica com a missão de promover a harmonização e cooperação internacional.

Acordos e Desacordos

Nas linhas essenciais não existem divergências públicas sobre a necessidade de reforma da regulação, um tema aceite no eleitorado americano e nos países europeus, depois dos Governos terem posto os contribuintes a pagar as injeções de capital do setor. No seio da Europa há, no entanto, quem discorde a criação de entidades supranacionais com largos poderes de regulação, como pretende a Comissão Europeia. Entre esses países está o Reino Unido, que teme uma perda de competitividade da City de Londres.

Já este mês, a Financial Services Authority veio propor um conjunto de alterações à supervisão financeira, menos ambicioso que a Comissão, mas que, ainda assim, foi considerado um corte com a política passada, uma "regulação suave" .

Contabilidade e Salários

Os bancos serão obrigados a ter um nível de fundos próprios bastante elevado face às responsabilidades e riscos assumidos. Vão ter também de criar provisões em momentos de forte crescimento e abundância de liquidez para fazer face a períodos em que esta escasseia. Valor justo dos ativos

A avaliação dos ativos cotados ao preço de mercado, o chamado "mark to market", provocou prejuízos de milhares de milhões em perdas. Sua aplicação estará sob revisão.

Salários dos Gestores

Para incentivar uma gestão sustentável no longo prazo, os prémios de gestão deverão ter por base um período longo e ser pagos de forma diferenciada.

Quem Concretizará

O Comité de Supervisão Bancária de Basileia, conhecido pela definição dos rácios de adequação dos capitais das instituições financeiras, criados para garantir a sua solvência, terá a tarefa de os reforçar e desenvolver padrões para a gestão do risco e liquidez dos bancos.

Acredita-se que o International Accounting Standard Board será o grupo responsável pela definição das normas internacionais de contabilidade, designadas pela sigla IFRS (International Financial Reporting Standard), adotadas na Europa a partir de 2005. Cabe-lhe determinar as novas normas para a avaliação dos ativos financeiros e a consolidação de ativos fora do balanço.

Acordos e Desacordos

As medidas contabilísticas ainda não têm oposição pública declarada por parte dos principais países. Mas vários responsáveis, sobretudo dos bancos, têm alertado para o perigo de mudar agora os rácios de individação do capital dos bancos. Impor fundos próprios mais elevados obrigaria os bancos a ter de ir buscar mais capital, uma tarefa dificultada pelo actual contexto depressivo dos mercados accionistas. Além disso, iria restringir ainda mais a capacidade das instituições em conceder crédito, agravando a situação económica.

Ciente destas delineadas limitações e propostas o pré-documento final do G20 diz ainda que as novas regras só poderão ser imprementadas depois do regresso da normalidade financeira mundial.

C/A

30/03/09

Erro ou Má-Fé - Informação equivocada sobre populismo

Com o título “Assessor de Lula defende o populismo latino-americano”, a Folha traz, em sua edição de hoje (28/03/2009), matéria sobre a participação do assessor para assuntos internacionais do Presidente Lula, professor Marco Aurélio Garcia, em debate que antecede a 6ª Cúpula de Líderes Progressistas, no Chile.

A notícia não faz jus ao manual de redação do jornal, já que Garcia afirmou outra coisa, ou seja, negou que governos sul-americanos possam ser taxados de populistas, comparando o populismo europeu chauvinista e nacionalista com as políticas dos governos integracionistas como o de Hugo Chaves.

Para o assessor de Lula, a expressão “populismo” visa desqualificar políticas de mudanças de governos como o da Venezuela. Fica claro que o jornal já decidiu que os governos são populistas, não lhe interessando outras abordagens acadêmicas ou políticas.

O seminário, no qual Marco Aurélio fez as declarações, conta com a presença de presidentes da República e primeiros-ministros, entre eles, Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina), José Luiz Zapatero (Espanha), Tabaré Vázquez (Uruguai), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e os premiês do Reino Unido, Gordon Brown, e da Noruega, Jens Stoltenberg, além do próprio Lula.

Por ZD

27/03/09

RECORTE DE COMENTÁRIOS - FILHA DE FH TRABALHA NO GABINETE DO DEM

Quanto a denúncia de que a filha de FHC "trabalha" no Senado no gabinete do DEMo Hierárlico Fortes, leia alguns dos comentários/denúncias feitos:

# Isso aí é filha do FHC e da santa imaculada Dona Ruth? O príncipe não educou direito seus pimpolhos. Tem um moleque também que é um nojo e metido em mil e uma maracutaias, ocupando conselhos administrivos de estatais privatizadas. Tô falando do filho dele com a santa imaculada, não do bastardo com a jornalista da Globo que o PIG esconde. - GM

# Fazendo uma ligação com essa descoberta, se verifica que tem tudo a ver com a declaração do FHC na entrevista ao jornalista Kennedy Alencar na Rede TV. O FHC disse que o Daniel Dantas era um "homem brilhante". Ora,o Heráclito Fortes (DEM-PI)é conhecido como chefe da bancada do Dantas no Congresso; tem como secretária parlamentar Luciana, filha de FHC; então estão todos no mesmo poleiro: FHC, Daniel Dantas e Herálito Fortes. - pretextato

# Só faltava essa!!!Êta bando de salafrários.O pior é ter que engolir quando vão à TV dando uma de éticos. - Junia

# Já pensou se essa moça tivesse o nome de Lurian ao invés de Luciana? se fosse filha do Lula e não do FHC? com certeza estaria hoje nas páginas de jornais, revistas e telejornais, inclusive no Bom dia Brasil e Jornal Nacional. Mas vamos continuar dando o troco a essa cambada com a eleiçao de Dilma em 2010. - pretextato

Do Blog

23/03/09

UM EXCELENTE RAIO X DESTE PERSONAGEM

O Noblat continua se fazendo de desentendido?

O problema não é o pensamento divergente mas permitir, incentivar e premiar o tratamento ofensivo por parte de seus comentaristas de ultra-direita conhecidos enquanto pune bloqueando, ridicularizando, inibindo comentaristas de esquerda, principalmente os rotulados de petistas.

Se faz passar por plural, ainda que deixe de postar notícias significativas referentes à oposicionistas e/ou minimiza as que se digna a postar enquanto seleciona toda e qualquer notícia negativa, mesmo que insignificante do governo.

Se utiliza da figura de um certo moderador, que todos sabem que é ele mesmo, com total parcialidade favorecendo claramente certo grupo de comentaristas que tudo podem.

Na prática, se utiliza do pensamento plural meramente como artifício para praticar o mais rasteiro pensamento único anti-petista e anti-lulista.

Já vi muita gente ser cortada sem ter ofendido ninguém ou inventado mentiras apenas por expressar um pensamento inconveniente para a frequência privilegiada.

Basta ver a durabilidade dos apelidos dos que apoiam em mínima medida as políticas do governo.

A verdade é que se utiliza das matérias que seleciona e dos frequentadores petistas para alimentar o ódio evidente de sua platéia preferencial.

Se bem que de um tempo pra cá, com a debandada de comentaristas de esquerda, a linguagem até melhorou.

Mas continuam todos governistas sendo panfleteiros plantonistas pagos.
Sempre fingiu desconhecer certos clonadores, com multiplicidade de apelidos utilizados para agressões.

E ainda vem ditar regras, tentar pautar um blog que não se esconde atrás de estratégias dissimuladoras.

Vai comentar na Veja, Noblat. Lá, com certeza, vc será muito bem recebido pelos seus comentaristas in pectore.

Comentário de Lucia no blog amigosdopresidentelula

21/03/09

RECORD EXIBE O FILME "REFÉM" NESTE DOMINGO (22/03)


TELA MÁXIMA - 22/03 - 22h

Título Original: Hostage

Gênero: Suspense

Produção: EUA, 2005


Direção: Florent Emilio Siri, Ben Foster, Michelle Horn, Jimmy Bennett

Elenco: Bruce Willis, Kevin Pollak, entre outros.

Sinopse: Após passar por uma tragédia pessoal enquanto trabalhava como negociador de reféns para o Departamento de Polícia, Jeff Talley (Bruce Willis) pede demissão do cargo e decide trabalhar como delegado na pequena cidade de Bristo Camino. Jeff quer paz e a pacata cidade tem tudo para lhe proporcionar isto. Porém quando três adolescentes vão à casa de uma família com o objetivo de roubar o carro deles, eles ficam presos dentro da casa e decidem por tomar todos como seus reféns. A situação força Jeff a atuar como negociador dos reféns, fazendo um trabalho que ele preferia nunca mais ter que realizar em sua vida.

Classificação: 16 anos

11/03/09

Carros e Aviões: Brasil deve tirar proveito da crise

O mercado de automóveis novos no Brasil já voltou ao patamar de antes da crise. Quem diz é o jornalista Joel Leite, da Agência Auto Informe – especialista no assunto.

Ele foi um dos convidados esta semana do “Entrevista Record – Mundo”, na “Record News”. Fizemos um programa especial sobre a crise mundial nas montadoras: incluindo a ameaça de concordata da GM nos EUA, e o pedido da Toyota para que o governo japonês empreste dinheiro pra alavancar as vendas.

Lá fora, tempestade. Aqui, no mercado interno, uma certa bonança. Joel deu os números: em fevereiro, as montadoras instaladas no Brasil voltaram a atingir a marca de 10 mil carros vendidos por dia, média igual à de setembro de 2008.
Ele informou também que, até o fim de março, estão programados os lançamentos de 11 novos modelos pelas montadoras brasileiras. E que a Mitsubishi confirmou os planos de instalar uma fábrica nova em Goiás.

“Então, que crise é essa”, perguntei. “Pois é, que crise é essa”, devolveu Joel.
O jornalista contou que passou os últimos meses dizendo (em seus boletins na “Rádio Bandeirantes”) que não havia motivo para pânico e que a crise, no caso do Brasil, era provocada mais pelas notícias negativas espalhadas pela mídia. Foi acusado de “otimista” (o Brasil talvez seja o único país em que ser otimista é tido como defeito).

Claro que a redução do IPI – pelo governo federal – teve papel decisivo na recuperação das vendas. Mas, se a situação fosse catastrófica, não haveria IPI que resolvesse.

Nos Estados Unidos, sim, a crise é séria mesmo. As notícias sobre a GM são cada vez piores.

Por isso, perguntei aos outros convidados no programa se a GM aqui no Brasil (que segue saudável) não poderia se desmembrar da matriz (na Suécia, por exemplo, a Saab – subsidiária do grupo – já decidiu se separar).

“Não creio. Eles [lá nos Estados Unidos] não aceitariam. O mercado brasileiro está entre os poucos que podem compensar os prejuízos sérios no resto do mundo. Não vão abrir mão do Brasil. Mas, se houver uma concordata da GM, dependendo dos termos, aí poderia acontecer”, foi a análise de Luiz Carlos Mello – ex-presidente da Ford Brasil e hoje professor da FEI.

Os convidados falaram abertamente sobre a possibilidade de concordata da GM, o que dá a dimensão da encrenca à espera de Barack Obama.

SOLUÇÕES CRIATIVAS

Pergunto agora: se a GM nos EUA quebrar, o Brasil vai deixar os gringos fecharem a fábrica – que segue saudável - aqui no ABC paulista? Ou vamos aproveitar a oportunidade para criar uma montadora brasileira?
A crise é o momento das soluções criativas. Elas não virão de nossa elite privada, que ainda pensa em “fazer a lição de casa”. As boas soluções virão do Estado.

Lula vai enxergar longe como Vargas? Crise é a hora das soluções criativas

Entre a Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundiais, a economia do Planeta passou por uma crise tão grave como a que vivemos agora. O Brasil aproveitou para lançar as bases de sua moderna indústria – o que faz com que tenhamos agora alguma relevância no cenário mundial.

Naquela época, boa parte de nossa elite ainda acreditava que o Brasil devia seguir sua “natural vocação agrária”.

Vargas não deu bola pra esse povo.

E agora? Lula vai enxergar longe como Vargas?

AVIÕES E EMPREGOS


Querem ver um exemplo? Embraer. A solução privada é botar na rua 4 mil empregados, frente à redução (efetiva) das encomendas. A Justiça (Estado) barrou as demissões.
Lula está titubeando.

(Maringoni escreveu um bom artigo sobre isso http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/maringoni-as-demissoes-na-embraer)
Qual a saída?

O brigadeiro Allemander Pereira, que também entrevistei na "Record News", disse que o Brasil precisa investir pesado num mercado regional de aviação: construir pistas, criar rotas e adotar equipamentos de navegação aérea que sejam compatíveis com os jatos da Embraer (feitos, justamente para aviação regional). Quem pode fazer isso? O Estado.
Hoje, a Embraer vende 90% de sua produção (disse-me o brigadeiro) no mercado externo, especialmente Estados Unidos. Aqui no Brasil, há uma demanda reprimida por vôos regionais. Campinas-Anápolis; Tefé-Manaus; Juiz de Fora- Campo Grande. Há muitas rotas. Companhias (brasileiras) deviam ser incentivadas a ocupar esse espaço, comprando jatos da (brasileira) Embraer.

Esta é a hora das soluções nacionais.

O tempo do liberalismo e das fronteiras abertas ficou pra trás. Esqueça o “precisamos fazer a lição de casa” e o “quanto menos Estado melhor”.
Só quem acredita nessa lenga-lenga ainda são os patéticos (e ideológicos) comentaristas de economia na nossa mídia tradicional.

O Estado voltou. O Brasil tem a dupla vantagem de contar com um imenso mercado interno de massas, e com um Estado que (apesar do esforço de FHC) não se rendeu de forma absoluta ao neo-liberalismo.

Pra isso, não adianta ficar discutindo se os juros vão cair um ponto ou dois no COPOM, nem se o PIB vai crescer 2,0% ou 0,5%. É preciso pensar lá na frente.
Temos tudo pra sair dessa crise maiores do que entramos. Espero não ser acusado de otimista, como o Joel.

Por Rodrigo Vianna

04/03/09

BRASILEIRO SE DIZ INJUSTIÇADO E PERSEGUIDO NA FRANÇA


Oi, tudo bem.

Eu sou mais uns daqueles brasileiros que inventam intorias deverdade que nem redeglobo, record, sbt et ouras não querem aprésentar ao publico brasileiro.

Portanto eu ja fiz de tudo, até o Itamaraty eu ja avisei.

A historia é simples, como se diz qualquer brasileiro seira capaz de fazer.

Fui preso na frança em 2001, e fiquei preso sete meses e meio.
A acusação era banal : Estrupo sobre uma juvem américana.

Durante o caso, eu fui perseguido pelo ministèrio publico, pois a jovem nunca quiz vir na França continuar suas acusações.

Entre acusações, deteção e julgamento, tudo durou quase 8 anos na justiça, e eu tive quase 16 advogados.

Hoje faço parte de um grupo de pessoas que explicam à explosão da fabrica AZF em Toulouse, ou melhor, que informam as pessoas que o governo francês fez teste micro-ondas ao lado de uma população. Testes secretos.

Por ultimo, eu escrevi um livro, todo em fracês, oqual eu estou acabando de traduzir em português brasileiro.

Os senhores encontrarãm tudo no meuu blog : www.enqueteazf.skyrock.com

O livre foi distribuido gratuitament ao povo francês, em nome do ano da França no Brasil.

Dentro do livro, esta uma copia da carta que eu enviei ao ministro da justiça francês, pedindo uma abertura de uma enquete pra descobrir onde foi o erro judicial.

Portanto eu teria uma resposta de no maximo 60 dias, que ja venceram.

Hoje eu peço ao Itamaraty de pedir ao presidente francês de reagir.

Os senhores poderiam falar do meu caso, por favor.

Como eu ja disse, o que eu fiz, qualquer brasileiro faria.

Eu sou o unico brasileiro que trabalhou na enquete de toulouse, na frança.


Abraços

carlos campos-xerfan

Via |REDE|BLOGO|

24/02/09

Oposição e Grande Mídia - O Cômico Desespero dos Derrotados

A cada dia que passa eu ando me divertindo muito com o desespero da mídia e da oposição em relação ao Governo Lula.

Os golpistas e incompetentes, fazem na verdade um autêntico papel de palhaços.

São um bando de patetas!

Eles destilam todo seu ódio e ira contra o Presidente, pois não aguentam ver a cada dia o país crescendo, a desigualdade diminuindo, a incomparavél gestão do ex metalúrgico com a caótica e suja gestão FHC.

E quando é publicado uma nova pesquisa de avaliação do governo?

Os golpistas entram em pânico. Os babacas não sabem nem o que falar e aí os ataques e calúnias ficam mais fortes.

Chega a ser cômico ver um Reinaldo Azevedo em seu blog, xingando o PT e o Presidente Lula, num desespero tão grande que dá pena dessa pobre criatura.

Os colunistas da Folha de SP, jornalistas da Rede Globo, da Veja, da Época, etc. estão todos atodoardos com a imensa e incomparável popularidade do Presidente do povo.

Eles estão perdidos.

Não sabem mais o que fazer, que mentira inventar, qual o novo factóide irão criar.

E o FHC a todo instante na grande mídia?

Ele tenta aparecer um pouquinho, escorado no 'tal dossiê da Veja'.

É muito cômico. Dossiê para afundar quem já está morto? É muita comédia.

Sem contar a atuação de umas 'figuras' obscuras, que promovem um festival de baboseiras no Congresso: Arthur Virgílio, Mário Souto, Mão Santa, Agripino Maia, Raul Jugman, Tasso Jeirissati, ACM Neto, Heráclito Fortes....

A lista dos 'comédias' é enorme e faltaria espaço para relacionar todos.

Sinceramente eu até que estou me divertindo um pouco com o desespero desta mídia podre e dessa oposição falida.

Afinal, além de golpistas, são uns verdadeiros palhaços.

Por Guina

15/02/09

PPP é a PQP - Subprocurador afirma que “cadeia no Brasil é para preto, pobre e prostituta”

O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves concorda com o dito popular “cadeia no Brasil é para os três ‘p’: preto, pobre e prostituta”. Em entrevista afirmou que, infelizmente, há uma grande lacuna entre os que podem pagar bons advogados e os mais desfavorecidos econômica e socialmente.

Para o subprocurador, os réus que dispõem apenas de assistência judiciária gratuita (defensores públicos) são prejudicados, pois, ainda que existam esses profissionais nas Comarcas, eles estão abarrotados de processos, seja por falta de estrutura ou pela reduzida quantidade de pessoal. Segundo ele, os defensores não conseguem acompanhar uma ação penal, em todas as instâncias, como os advogados regiamente pagos fazem. “Assim, eles não podem, nunca - e isso é óbvio - acompanhar uma ação penal da mesma forma”, acrescenta.

Gonçalves, que já ganhou o V Prêmio Cidadão Mundial, em 1999, concedido àqueles que contribuem para a prosperidade da humanidade, também comentou a respeito da aparente contradição da Justiça brasileira ao julgar o caso da mulher que pichou uma parede de uma salão na 28ª Bienal de Artes de São Paulo, no fim do ano passado, e o caso do banqueiro Daniel Dantas, acusado de vários crimes considerados mais graves. Caroline Pivetta da Mota ficou presa por cerca de dois meses e Dantas foi solto duas vezes durante a mesma semana depois ter sido preso pela Polícia Federal.

“Um é poderoso, tem recursos e pode pagar bons advogados. Se a moça tivesse o mesmo advogado, ou outro que ela pudesse pagar regiamente, também não ficaria tanto tempo presa ou estaria solta no dia seguinte. Além disso, havia muito mais fundamentos a justificar a prisão de Daniel Dantas, com base nos pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP) do que quanto à prisão da moça. Aliás, a favor dela havia todas as razões para relaxar o flagrante”.

C/A

11/02/09

STF nega liminar pedida pelo governo italiano contra refúgio a Cesare Battisti

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso negou hoje (10) pedido de liminar feito pelo governo da Itália para anular o refúgio político concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ao escritor e ex-ativista Cesare Battisti. A liminar solicitada constava de um mandado de segurança , protocolado ontem pelo governo da Itália no STF.

"Como o pedido de extradição [de Cesare Battisti] ainda não foi apreciado e, por conseguinte, nem deferido nem negado, não pende efeito jurídico irrreversível, nem capaz de sacrificar eventual direito subjetivo do impetrante [governo da Itália]", afirmou Peluso em seu despacho. O ministro também prazo de dez dias para que a defesa de Battisti se manifeste sobre o mérito do mandado de segurança italiano. Após esse prazo ainda será concedida vista dos autos ao procurador-geral da República.

Segundo o governo italiano, o benefício concedido pelo Brasil a Cesare Battisti - condenado à prisão perpétua em seu país acusado pela Justiça por quatro assassinatos na década de 1970, época em que militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) - tem "o indisfarçável objetivo de obstruir o seguimento do processo de extradição de Battisti, que tramita no Supremo”, além de afrontar a Constituição Brasileira e os tratados internacionais.

Battisti foi preso preventivamente no Brasil, em abril de 2007, e segue detido na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, à espera da decisão do STF sobre o processo de extradição, após a concessão do refúgio pelo governo brasileiro, no dia 13 de janeiro. Dois dias depois (15), a defesa de Battisti entrou com uma petição no STF para que o tribunal autorizasse a saída do italiano da prisão.

Por Marco Antonio Soalheiro e Gilberto Costa

01/02/09

Irresponsabilidade - Empresários e jornalistas brincam com a crise

Enquanto em Davos economistas, governantes, empresários e, pasmem, jornalistas, choram a crise num muro de lamentações e acusações, e nos Estados Unidos e na Europa os governos agem procurando salvar as empresas e os bancos sem nenhuma reforma - vide o Pacote Obama -, no Brasil, não sei movido por quais interesses, tanto a mídia como os empresários brincam com ela.

Opõem-se, por exemplo, a uma medida comezinha do Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria, à licença prévia para importações, sob alegação de sua inviabilidade e risco de atrasar importações. Só que não apresentam alternativas à inundação de nosso mercado interno com importações de produtos e insumos, especialmente da China que já detem 11,57% de nossas importações.

O protecionismo e o subsídio aberto as suas exportações são regra hoje no mundo desenvolvido. Mais do que isso, a promoção comercial, o financiamento das exportações, a diplomacia, o poder militar, as leis e regras do comércio internacional - fora os subsídios e as tarifas, as proteções ambientais, sociais e trabalhistas - tudo é mobilizado para expandir as exportações.

Para empresários e mídia prevalecem seus interesses

Mas nosso empresariado e nossa mídia fazem de conta que nada disso existe - no caso do empresariado, por miopia, viés ideológico ou por alianças e razões comerciais; no caso da mídia, pelos seus interesses na publicidade que lhes é paga de forma milionária em anúncios.

É preciso, sim, adotar medidas para evitar o dumping e a invasão do nosso mercado interno pela produção excedente gerada pela queda do comércio mundial. Isso nada tem a ver com as medidas para promover nosso comércio exterior, já que somos a 10ª economia do mundo e a 24ª em exportações.

Nossas exportações caíram 28% nos primeiros dias do ano e as importações apenas 8,8%. Portanto, as providências adotadas pelo governo são corretas e necessárias porque a crise é grave e exige medidas como a licença prévia, por exemplo, ou qualquer outra que nos defenda. O resto é interesse ou ingenuidade.

Por ZD

23/01/09

Neoliberalismo - Ajuda não deve ter garantia de emprego, defende Serra

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defendeu ajuda governamental às empresas, mas, ao mesmo tempo, disse que os investimentos públicos não têm “relação” com a garantia de emprego por parte dos empresários.

Na opinião do governador tucano, mesmo com a revisão de tributos e impostos, as empresas não são obrigadas a abrir mão das demissões. Segundo ele, “a manutenção do emprego deve ser fruto da negociação entre empresas e sindicatos”. As declarações de Serra foram dadas após participar de evento da Secretaria da Educação, na capital paulista, na terça-feira (20).

Apesar de fazer uma avaliação catastrófica, destacando que “há um temporal muito grande de crise pela frente” e que tem “muita preocupação” com a situação, Serra disse que não vai tomar medidas de emergência contra isso.

O governador tucano falou em manter investimentos e ressaltou a importância de dar incentivos e oferta de crédito a pequenas e médias empresas. Contraditório, porque recentemente foi determinado o congelamento de R$ 1,57 bilhão do Orçamento de São Paulo, uma vez que esses recursos retidos atingem a economia do Estado, em especial as pequenas e médias empresas. Entre as áreas afetadas estão as pastas de Assistência e Desenvolvimento Social, que teve R$ 73,6 milhões congelados, a Habitação com R$ 88,4 milhões retidos neste início de ano e a pasta de Transportes Metropolitanos com R$ 48,3 milhões.

Do Hora do povo

14/01/09

Pega na Mentira - Mídia falseia dados sobre investimentos de Serra na comparação com o PAC no Brasil

A mídia resolveu promover o governador José Serra (Serra), campeão das privatizações do patrimônio público, no governador que mais está investindo, mais do que o governo federal em todo o país. Segundo divulgou o jornal Valor Econômico na segunda-feira, o governo Serra teria investido R$ 9 bilhões no Estado em 2007 contra R$ 8 bilhões do PAC em todo o Brasil. O jornal, entusiasmado, estampou na manchete: “Serra investe mais que o PAC e se arma para 2010”. Pura enganação. Atento, o ex-ministro José Dirceu cantou a pedra: “É mentira”, disse. E ele tem razão.

Foram duas as artimanhas feitas para sustentar a falsificação numérica. A primeira foi comparar valores brutos, isto é, empenhados e executados, pelo governo paulista com os valores apenas executados pelo governo federal. Basta olhar os números oficiais para perceber que se comparou “alhos” com “bugalhos”. Senão vejamos: Investimento bruto paulista: R$ 9 bilhões. Executado: R$ 3,9 bilhões. Valor bruto do investimento nacional: R$ 15 bilhões. Executado: R$ 8 bilhões. Ou seja, a matéria mentiu. O PAC executou muito mais.

Mas não ficou só nisso. Serra e a matéria do Valor consideraram no montante bruto dos investimentos do Estado (R$ 3,9 bilhões) as empresas estatais paulistas (Metrô, CDHU, Sabesp). Mas nas obras do PAC, eles excluíram as estatais federais (Petrobrás, Eletrobrás, etc,). Só consideraram os recursos do Tesouro Nacional. O jornal, por algum motivo, não quis conferir os dados do governador e acabou se desmoralizando com uma tremenda barriga em sua manchete da edição de segunda-feira.

O PAC, que foi implantado em 2007, e que está com 82% de suas obras em andamento, prevê R$ 512 bilhões em investimentos até 2010, sendo que mais de 80% desses recursos vêm das empresas estatais e da iniciativa privada. Os investimentos do Tesouro são responsáveis pelo restante.

Na tentativa de inventar uma suposta maior criatividade da administração tucana, a matéria do Valor escancarou os planos privatistas de Serra. Os “investimentos previstos” viriam da entrega de tudo o que sobrou das estatais paulistas. O plano é vender a Sabesp, a Cesp, o Metrô.... Além do mais, têm as concessões das estradas que implantaram os pedágios mais caros do país. E, se bobear, ele vai instalar pedágios até dentro de São Paulo (marginais).

Nem a Nossa Caixa escapou do desmanche tucano. Ainda bem que o Banco do Brasil saiu na frente e decidiu comprar o banco estadual, senão certamente ele não hesitaria em entregá-lo para os estrangeiros.

Por último, a falsificação jornalística acabou revelando o motivo das seguidas greves de servidores públicos no estado. Segundo a matéria, o superávit primário (economia entre o que arrecada e o que gasta) do estado em 2008 será de R$ 17,1 bilhões. Esse montante, é óbvio, está sendo obtido à custa de um brutal arrocho salarial. Não é à toa que a Polícia Civil, em greve, afirma aos quatro cantos que a sigla do partido de Serra, o PSDB, significa “Pior Salário Do Brasil.

Do Crítica Midiática

06/01/09

Extra - Bodega Cultural descobre a verdadeira causa do Holocausto palestino

A verdadeira causa do aniquilamento total dos palestinos não é política, nem tampouco um plano diabólico dos EUA para se manter na região defendendo seus interesses como a venda de armas e seu expansionismo.

O Bodega Cultural descobriu o porque de tanto derramamento de sangue. Trata-se de uma vingança de Jeová, profetizado no livro de Obadias 17-18 quando diz:

"Mas no monte de Sião haverá livramento; o monte será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades. A casa de Jacó será fogo, e a casa de José chama, e a casa de Esaú restolho; aqueles incendiarão a estes e os consumirão; e ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o SENHOR o falou." [versos 17-18]...Leiam o restante aqui e se acreditarem nas profecias peçam a Deus para perdoar a casa de Esaú.

Por: Carlinhos Medeiros

28/12/08

Movidos pelo bolso - Mídia Mercenária

O ser humano é imperfeito, falho e inexperiente por natureza. Ou seja, em função disto, é também corrupto, por natureza. Assim, produz uma sociedade que é resultado do somatório ou multiplicatório das características individuais de seus componentes, culminando em um sistema capitalista selvagem, onde predomina a bestialidade comum dos humanos com os animais predadores. Ou um sistema socialista com o mesmo perfil. Isto é, na prática, a teoria é outra.

O homem é ditador por natureza. Mentiroso, enganador, hipócrita, etc. E, quanto maior o poder que adquire, mais evidentes ficam suas deformações de caráter. Mas a atividade onde isto nos traz maiores prejuízos é a mídia, onde todas estas nossas possibilidades e realidades são maximizadas, clonando e aprimorando nas mentes incautas, que formam a maioria da população, o estilo "Bad-Boy" de vida.

Tenho um irmão que ocupou cargos na média administração de grandes empresas de Minas Gerais, o qual informa ser comum elas pagarem à mídia para produzir matérias, como se fossem espontâneas e naturalmente informativas, quando, na realidade são propaganda paga.

Onde está a ética na atividade jornalística? Tudo balela!...

O único objetivo é realmente o lucro. Se for possível, mostra-se a verdade até que atinja o ponto de equilíbrio, antes que comece a interferir com o alvo maior da atividade. O grande negócio é corromper e ser corrompido, enganando a massa.

Tudo e todos são meras mercadorias, à venda na grande vitrine do templo do deus Mercado.

A questão, agora, é extrapolarmos o futuro da Nação e do planeta, dentro deste cenário. O que nos espera no futuro? Alia-se a isto matéria da Agência Folha sobre pesquisa da Transparência Brasil, que analisa o índice de corrupção das nações, e, neste caso, de nosso país. (www.transparencia.org.br)

(1) 48% das empresas já se sentiram forçadas a pagar algum tipo de pedágio para participar de licitações ou para escapar do pagamento de impostos.
(2) O estudo também revela que 70% das empresas já se sentiram obrigadas a contribuir para campanhas eleitorais. Mais da metade delas (58%) afirmou claramente ter recebido do político a promessa de receber alguma vantagem em troca.
(3) Longe de chocar, a corrupção é até vista como normal em alguns casos. Essa prática, apesar de ilegal, é aceita por 33% das empresas ouvidas. Entre os empresários do setor de serviços, essa fatia passa para 40%. (Da Agência Folha, 29/11/2002)

A mídia informa somente o que lhe convém, ou ao que convém a quem lhe paga para mascarar notícias. Ou evitá-las. Ou, ainda, superficializá-las, dosando, em cada caso, a intensidade e a ênfase aplicada ao divulgar cada fato.

Além da iniciativa privada, a mídia tem, como parceira natural no processo de dominação das massas, o próprio Estado, privatizado através de políticos também mercenários, com as almas vendidas àqueles que lhes financiaram as campanhas. Funcionários públicos, que praticam os fatos descritos pela Transparência, completam um quadro aterrador, porém impune.

Os cleptomaníacos são os senhores do Estado, da mídia, das igrejas e das grandes empresas, formando uma quadrilha extremamente sofisticada, assaltando as classes mais indefesas de nossa sociedade. Este é que é o crime verdadeiramente organizado!
Onde todo mundo rouba todo mundo, ser honesto é particularmente uma arte impossível, como profetizava Rui Barbosa, um século atrás. Corrigindo: se todo mundo roubasse todo mundo, com a mesma intensidade, teríamos um caso extremamente justo de roubalheira. A democratização e socialização do furto. Mas, o problema é que os poderosos furtam os mais fracos e estes, somente conseguem dar o troco, caso entrem para o crime organizado em sua versão mais primitiva ou crime desorganizado mesmo. Mas, aí surge outro problema: a justiça está do lado do furto institucionalizado, já que a sentença também está à venda na bolsa de valores, em que se transformou a atividade estatal.

Percival de Souza, no Boris Casoy, em 15/12/2002, comentando seu livro sobre Tim Lopes, foi cristalino: o narcotráfico está infiltrado em todos os segmentos da sociedade e do Estado. Vivemos, segundo ele, sob uma narcoditadura, título de sua obra. Como poderemos acreditar que um mundo melhor seja possível, como nos assegura o Forum Social Mundial, o PT e outros segmentos otimistas da sociedade, inclusive o cantor Roberto Carlos (nesta mesma data, no Fantástico), cantando e decantando a superioridade do bem sobre o mal, quando tudo nos aponta para o fato de que a espécie humana está sofisticando e democratizando cada vez mais, tudo que sonhamos modificar no caráter dos outros?

Talvez seja o nosso problema, justamente não pretendermos modificar a nós mesmos, apesar de nosso raio de ação não ir mais longe que isto. Por detrás está o fato de que não temos nenhum interesse em fazer uma reflexão sincera sobre a realidade, percebendo para onde estamos caminhando, tanto individual quanto coletivamente, contando com a coloração "gratuita" da mídia, neste sentido. Ela contribui, conduzindo especialmente os telespectadores para uma realidade virtual e superficial, extremamente diferente das causas originais do que lhe determinam a condição de vida.

Que mundo nos espera no futuro? A resposta é extremamente óbvia: aquele que estamos construindo hoje. E, assim, as profecias apocalípticas do Anti-Cristo, controlando tudo e todos, institucionalizando explícita e mundialmente o domínio das trevas, torna-se sombriamente mais factível. (Apocalipse 13:15 a 17)

Por Heitor Reis, engenheiro civil articulista da ABN Agência Brasileira de Notícias e da KITNET, membro da Assessoria de Imprensa do Distrito Federal.

22/12/08

APOCALIPSE NOW - 180 MILHÕES DE ECONOMISTAS EM AÇÃO


“Essa crise tá braba”, escutei de um dogueiro. “Ouvi dizer que o presidente lá do FED tá pra cair”, falou cheio de propriedade enquanto tacava purê de batata no meu lanche. “Também, com esse Bush aí, que desgraça pro mundo que foi esse homem meu Deus do céu… Tô, são três reais”. “Aumentou é?”. “Pois é a crise meu filho, tá tudo aumentando”.

“Ô Lucimar, cê ainda tem aquela ações lá da Vale?”, pergunta o cobrador pro motorista. “Rapaz, cê tá maluco é? O lance agora é investir em ouro”. “Vixi, tá certo, eu me dei é mal, perdi um bocado nesse negócio aí de comprá ação”. “Eita, tá vendo Moacir, tá vendo? Tem que falar comigo antes, se você… “. O motorista é interrompido por batidas no teto e gritaria no fundo. “Aeee motô, vai dessceerr PORRA!”. “Ô, foi mal”. E a porta abre bem depois do ponto após uma freada brusca.

Entreouvido de uma conversa entre vendedores de DVDs piratas na Sé: “Manô, ce tá ligado que o Meirelles arrumou um swap cambial pra nóis”. “Sério, maninho?”. “To falando mano, vai entrar uns bilhões aí na economia”. “uhu! É nóis truta!”. Os dois estralam as palmas no ar em frente à pequena telinha do DVD portátil com o Schwarzenegger. Pum, Ploc, Shot. Soco, porrada, tiro! “Ih, ó os rápa mano, corre, corre, corre”. ”Asta la Vista Baby“, se despede o exterminador da Califórnia.

Mais à frente duas gordinhas saem apressadas com sacolas a tira-colo. “Vamos Getrudes, vamos que tem muito pra gente comprá ainda, não ouviu o Lula dize que a gente tem que gastá; anda mulher!”. “Árra, calma Filomena, tá vendo que tá pesado essa santa de madeira aqui, não sei pra que um troço desse tamanho?”. “Pra rezá, minha filha, pra rezá! Pedi pra Nossa Senhora olhá pelo nosso querido Lula e pelo companheiro Mantega”.

Na banca de jornal uma pequena multidão olha a manchete do Estadão. “Bolsa de NY despenca 7,3%, para o menor nível em 5 anos”. Logo ao lado uma revista com foto da Mulher Melancia seminua, abandonada. “Rapaz, a America tá indo pro saco”. “Tá nada, vaso ruim num quebra”. “E o Obama hein?”. “Pois é, baita negão bacana, tem que ganhar, tem que ganhar!”. “Sei não, ouvi dizer que americano não gosta de preto”. “Ih amigo, mas tem mais mexicano e brasileiro lá do que qualquer outra coisa”. “É né… mas perai? A gente vota em preto?”

Na XV de novembro, à porta do Bovespa, homens de terno, com rostos cansados, suados, fumam seus cigarros do lado de fora: “Essa situação não dá mais pra aguentar”. “Pois é, alguém tem que fazer alguma coisa”. “Como pode todo mundo ficar quieto, se fosse há um tempo atrás já tinham tirado o homem de lá”. “Tô falando, to falando, teve um tempo que futebol era coisa séria nesse país”. “O Dunga tem que sair de qualquer jeito! Já ta ficando vergonhoso”. “Incrível como ninguém faz nada!”. “Ô, povinho!”

By Thiago Foresti

19/12/08

Por Dentro da Web - Assessoria x Redação


A eterna briga...

Até quando nossa profissão vai tolerar esta guerra sem fim? Achei um artigo no blog Liberal, Libertário e Libertino muito interessante. (..........). No entanto, acredito que tanto faz se você é repórter, produtor, editor ou assessor de imprensa.

O importante é fazer um bom trabalho respeitando a ética jornalística. Para isso não importa a área e sim o caráter do profissional. Existem repórteres por ai que são mais publicitários do que muito assessor de imprensa.

Todos os jornais possuem tendências e nem sempre a angulação destes jornais é a mais ética.

Se você é jornalista seja lá qual for a empresa que você trabalha o importante é ser ético e justo, independentemente se você está emplacando notas de uma fábrica de cimento.

Por João Porto

11/12/08

Produções culturais também geram riqueza para o país, diz Mamberti


Além de contribuírem para o desenvolvimento da identidade do Brasil e retratarem a cultura de um povo, as produções culturais são importantes também para a economia do país, podendo representar até 8% do Produto Interno Bruto (PIB). A análise é do presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Sérgio Mamberti.

"Está na hora de pensarmos também na gestão cultural e nos darmos conta que cultura também é uma questão de economia. As produções culturais também geram riqueza para o país", disse Mamberti durante a abertura do seminário para discutir o Plano Nacional de Cultura, em São Paulo.

O seminário, que começou ontem (3), é o último da série para debater as diretrizes do plano, para, em 2009, apresentar um texto final ao Congresso Nacional.

Segundo Mamberti, a cultura é um fator de desenvolvimento para o país. "Precisamos pensar na capacitação dos servidores e gestores da área e estudar parcerias", disse.

Para ele, esta é a primeira ocasião que a cultura está sendo valorizada e entrando na agenda do país. "Finalmente a cultura está sendo tirada do papel, temos que aproveitar a chance para trabalhar para sociedade", afirmou.

Uma das discussões, segundo Mamberti, é encontrar outras formas de financiamento à cultura. "A Lei Rouanet não pode ser a única fonte de renda para a cultura. Este é o momento para se pensar em outras possibilidades de financiamento para nossa produção", opiniou.

Para o presidente da Funarte, outro ponto a ser discutido é o acesso à cultura. "Não cabe ao governo somente financiar e sim garantir o acesso às produções por ele financiadas. Isso é a democratização da cultura".

Sérgio Manberti acredita que os seminários são importantes para encontrar soluções para estas e outras questões do setor como a meia-entrada para estudantes. "A preocupação das produtoras é pertinente, mas é preciso que exista o diálogo para chegar a um consenso", falou. Segundo ele, desde 2001 há "uma total ausência de controle das carteirinhas". "Devemos procurar um equilíbrio", afirmou.

Mamberti também argumenta que o Plano Nacional de Cultura não deve ser o único no país para promover a cultura. "Os planos estaduais e muncipais são fundamentais, são um complemento ao nacional", ressaltou.

Por Ivy Farias

05/12/08

SI-FU - Acidente, desastre, castigo


A utilização político-partidária do acidente com o avião da TAM, em julho passado, entrou para a galeria dos momentos mais abjetos da imprensa nacional. Estudos futuros saberão dimensionar o episódio com o devido distanciamento.

Lembrar a politização daquela tragédia evidencia algo de estranho nesse fatalismo conformado que se abateu sobre a mídia diante das enchentes em Santa Catarina. Ninguém foi responsabilizado diretamente pela flagrante incompetência administrativa que ajudou a potencializar os estragos causados pela chuva. Os comentaristas contentam-se em elencar vilões difusos (o aquecimento global, a estrutura do solo, os leitos dos rios), como se uma entidade natural intangível estivesse a punir os humanos por seus pecados inconfessos.

É óbvio que faltaram ações preventivas do Poder Público, seja em obras de infra-estrutura, seja na regulamentação do uso do solo. Quem passou pelos destroços das enchentes de 1983 e viu as manchas da água chegando quase aos telhados das casas não pode se contentar com lamúrias ecotranscendentes. Vinte e cinco anos são mais do que suficientes para a implantação de melhorias que poderiam salvar dezenas de vidas. Pela enésima vez, não faltam recursos: falta competência.

Por que a mídia tem tanto medo de criticar os governos locais ou as bancadas de congressistas catarinenses? Cobrar responsabilidades do peemedebista Luiz Henrique melindraria algum interesse eleitoral mais amplo? Ou os comentaristas estão reservando seu estoque de cidadania revoltosa para esfolar o governo federal quando as trágicas conveniências o permitirem?

Por Guilherme Scalzilli

26/11/08

No Ventilador - Luis Nassif é vítima de chantagem e é ameaçado pela REVISTA VEJA


O padrão 'Veja':

Na semana retrasada fui procurado por um emissário do Roberto Civita, propondo um acordo a ser firmado em juízo. Pelo acordo, eu deixaria de falar sobre a Veja, a Veja deixaria de me atacar e tiraria todos os processos e menções negativas contra mim. Ele estava afobado. Me ligou na quinta querendo marcar almoço na sexta.

Por Luis Nassif, em seu blog

Almoçamos, ouvi a proposta e recusei. Continuei cobrindo o caso Satiagraha mas não me prevaleci da situação, de divulgar o fato de ter partido de Civita a proposta. Até entender o segundo tempo do jogo.

No domingo, um velho comentarista voltou ao Blog com ameaças — embora não se identificasse, poderá ser localizado pelo IP.

mas tu é corno ou não ?
Por Roberlio Charls ( robchar@inca.gov.br ) - 66.232.111.77, em 24/11/08 00:18

cornelius nassifus...
vai ser lindo qdo o
O. Frias revelar oficialmente o que disse
ao Diogo Mainardi e diz para todos. Ele fez um
documento interessante sobre seu caráter --
ou falta dele, para sermos exatos.

Seus crimes estão bem próximos de
serem revelados, babaca.
Vai ser lindo...vai ser lindo.

Ser capacho do Lula não vai
ajudar muito -- acho que pode
até piorar nesse caso.

Uma dica: é tudo questão de data....!!!!!
Entendeu cornelius ?
Tenta a Venezuela, rata de dos patas !

Por Roberlio Charls ( robchar@inca.gov.br ) - 66.232.111.77, em 24/11/08 00:34

o dito rei pergunta porque a ratazana fica calada
sobre a fusão ? eu sei. rato não fala.
Por Roberlio Charls ( robchar@inca.gov.br ) - 66.232.111.77, em 24/11/08 00:40

Como agora, esses mesmos avisos precederam ou acompanharam, em outros momentos, ataques encomendados ao blogueiro da revista. E se inserem no mesmo modelo de assassinato de reputação exaustivamente utilizado pelo esquema Dantas contra adversários. Aliás, dependendo de quem possa ser o remetente, poderá ser configurado um caso de ação coordenada da revista.

Folha

Tenho princípios de lealdade que busco seguir. Um deles é à memória de Otávio Frias de Oliveira. Por isso mesmo, não divulguei minha versão sobre minha saída da Folha. Nem o farei agora.

Como Otávio Frias Filho admitiu em email a um leitor, vários pontos levaram a um conflito entre nós. Limito-me a um ponto específico.

Desde 2003, quando foi lançado, Otávio implicou com o Projeto Brasil, alegando que não competia a jornalistas discutir políticas públicas. O Projeto foi mantido e resultou em um acervo valioso de trabalhos, que têm ajudado a enriquecer a discussão pública no país.

Mais: todos os seminários foram anunciados no jornal, através de publicidade paga do meu bolso, descontada do meu salário. Nas propostas de patrocínio, era oferecido ao patrocinador colocar seu logotipo nos anúncios. Otávio sabe muito bem que jamais a coluna negociou espaços editoriais com patrocinadores. E jamais afirmaria algo nesse sentido. Aliás, teria sido facílimo identificar qualquer prática anti-jornalística, à medida que anúncios e colunas saiam no mesmo caderno "Dinheiro".

Ao negar que tivesse dito que eu cometia achaques, mas deixando no ar uma levíssima insinuação, de que eu não estaria suficientemente cuidadoso em separar minha atividade na DV da de colunista, Otávio vive seu personagem predileto, o florentino da Barão de Limeira: vinga-se das críticas que tenho feito ao jornal sem sujar as mãos.

Não avançarei nos demais pontos, porque o que está em jogo não são as idiossincrasias do Otávio nem os interesses da Folha, mas algo muitissimo mais barra-pesada: o esquema Veja.

Por Oni Presente

19/11/08

Colômbia: Milhares de índios vão a Bogotá exigir terras


Milhares de índios colombianos chegaram terça-feira aos arredores de Bogotá, depois de uma marcha de mais de uma semana e 500 quilómetros, e esperam entrar na capital da Colômbia na quinta-feira para exigir ao presidente terras.

Na antepenúltima etapa da marcha da resistência, que começou em Cali, a 10 de Novembro, os índios realizaram um ritual de «conciliação e harmonização com a água».

Dia após dia, dezenas de delegados de distintas comunidades juntaram-se à travessia, estimando a Organização Nacional Indígena Colombiana que, na quinta-feira, entrem em Bogotá mais de vinte mil índios, que reclamam também a sua exclusão do conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Do Diário Digital

14/11/08

Lex mercatoria versus Democracia


O "Fim da História e o Último Homem" de Fukuyama celebra o capitalismo como a síntese do conflito social humano -- seria isso verdade? Os economistas neoliberais decretam o fim do Estado e o surgimento de um mercado livre, de um comércio livre, num mundo globalizado -- seria isso prudente ou verdadeiro, quer dizer, existe algum mercado ou comércio "livre"? Qualquer ativista social deve seguir essas e outras (várias) indagações, com vista a perceber o que se passa no mundo contemporâneo e, assim, saber em que direção deve atuar por um mundo melhor, mais justo e mais responsável.

Com efeito, o estudo atento dos fatos políticos, econômicos e sociais dos últimos 150 anos demonstra que a diminuição do poder estatal é inversamente proporcional ao fortalecimento do poder do mercado (quanto menos Estado, mais mercado). Alguns autores alegam que as revoluções liberais e a implantação do capitalismo como sistema de produção trouxeram consigo as liberdades civis e políticas. Porém, isso é um fato que precisa ser analisado do ponto de vista prático, para que se deslinde uma falácia teórica: quando partimos para a análise da aplicação desses direitos de primeira geração, ela revela que o "jogo democrático" da democracia liberal não passa de um estratagema meramente jurídico-formal, fundamentado em abstrações ideológicas que esvaziaram o espectro de influência do poder social, substituindo-o pelo poder econômico. Assim, é possível e correto dizer que a lex mercatoria (lei do mercado) é um imperativo de regulação social que se impõe acima de todos os poderes sociais, posto que foi elevado à categoria de único caminho lógico -- constitui-se numa tautologia, indispensável ao funcionamento de qualquer Sociedade.

Também, convém dizer que o modelo de Estado liberal, nas suas mais variadas configurações, utilizou-se do poder social (soberania) para a coação e coerção da Sociedade (opressão da maioria), em benefício das classes dirigentes (governo pela minoria). Na utilização ilegítima desse poder, os liberais jogaram as instituições sociais umas contra as outras, e o uso da violência contra os civis foi prática comum em todos os lados. Mas convém também lembrar que esse tipo de violência pública não é característica apenas do liberalismo; em qualquer momento da História é possível detectar o mal-uso do aparato militar, ou do Judiciário contra as populações. Contudo, veja-se que as instituições não existem; o que existem são homens e mulheres imbuídos no cumprimento do dever; o que importa a nós é dizer qual é esse dever: o exercício da cidadania numa Sociedade civil organizada.

Diz-se aquilo, porque pensa-se que só existe um remédio, uma idéia capaz de vencer a mal aplicação dessas forças, ou um antídoto ao uso anti-social e ilegítimo do poder: a Democracia direta e participativa. Quanto mais Democracia, melhores são as instituições estatais e sociais e melhor é o Estado. Não é possível de se pensar o fim do Estado sem que tenham surgido soluções para a dominação imperial dos povos do Norte global, como seria uma estupidez admitir um completo esvaziamento do poder de pressão (uma das expressões da soberania) sobre as classes dirigentes por uma maior participação direta das populações nas decisões governamentais. Ora. É muito conveniente esvaziar as funções e influência coercitiva do Estado, conforme ganha força e se assenta no imaginário popular a idéia de uma verdadeira e crescente Democracia; o avanço das tecnologias de comunicação e o acesso à informação a ele associado proporcionaram o ambiente ideal para o florecimento dos ideais democráticos e contestatórios ao modelo de Estado liberal instituído.

Nenhum argumento pode sobreviver à falta de evidências. Então, podemos dar alguns exemplos dos reais desafios que se colocam perante as populações de países periféricos e semi-periféricos, que se constituem em justificações para uma manutenção e fortalecimento das instituições estatais: 1) a existência de forças paramilitares privadas (também demoninadas de "empresas de segurança privada), que levam a cabo as operações sujas do capital internacional, em intervenções e operações militares ilegais em países não alinhados à lógica da lex mercatoria (Iraque, Afeganistão, Colômbia, Nigéria, Dafur e etc.); 2) é preciso assegurar a existência de uma força interna que seja capaz de fazer valer a vontade geral e aplicar o consenso social e democrático (por exemplo, é assim que a revolução bolivariana e cubana ainda resistem, isto é, com o apoio das instituições policiais e militares democratizadas); 3) a ambição na acumulação de capital não justifica o esvaziamento das funções estatais, simplesmente porque as entidades privadas só vendem um determinado serviço enquanto ele for lucrativo, ou se sua implementação for economicamente viável (assim, distribuição de água e saneamento básico, segurança e polícia, educação e outras atividades são funções públicas).

Se observarmos cada um dos pontos sugeridos no parágrafo anterior, podemos avançar com os seguintes argumentos: 1) antes de intervir militarmente, seria mais eficaz a não comercialização e o combate ao tráfico de armas de fogo àquelas regiões (assim, a "ajuda humanitária" seria novamente interpretada como o envio de comida, medicamentos, serviços e etc., ao invés de significar "envio da guerra"); 2) as forças de segurança pública podem ser democratizadas, ou seja, o Estado pode aplicar justiça e garantir segurança à Democracia (quem sabe um dia elas podem garantir a distribuição equitativa de riquezas); além do mais, como é óbvio, o mundo (ainda) não é um lugar seguro, havendo uma desigualdade gritante entre classes sociais e, ao passo que aumenta essa clivagem entre elas, aumenta a violência; 3) o interesse privado não pode prevalecer diante do interesse público, posto que o discurso da "liberdade" não pode ser um monólogo (a liberdade sem igualdade e solidariedade é escravidão).

Faz parte do imaginário acadêmico pensar no Estado (forças armadas, Judiciário, Legislativo, Executivo e etc.) como um monstro qualquer a ser eliminado; mas o fim do Estado burguês e a instituição de uma nova Sociedade -- sem o controle do "Leviatã-burguês", na qual haveria justiça social e liberdade -- é um projecto social. Essas mudanças não podem ser executadas de qualquer forma ou sem estratégias que reforcem o poder social; pensa-se que o aparato institucional do Estado só possa servir aos interesses de uma tal classe dominante e que eles devam ser eliminados da face da terra. Mas convém observar essas idéias com maior atenção, pois o atual estado das coisas sugere uma abordagem um tanto mais cuidadosa desses "ideais".

Portanto, algumas lições de cidadania são capazes de alertar para os perigos de uma Sociedade sem Estado: enquanto o sistema de produção for o capitalismo, a ausência do Estado se converte numa "anarquia capitalista de mercado"! Os riscos de um sistema anárco-capitalista são evidentes: a exploração absoluta é sinônimo de Poder absoluto, e todo poder absoluto corrompe absolutamente.

Por Antônio T. Praxedes

06/11/08

Para OAB, guerrilha não é terrorismo


Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil reage à declaração do presidente do Supremo.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou ontem que guerrilhas de esquerda para depor governos ditatoriais, como ocorreu na ditadura militar, no Brasil, são atos legítimos e garantidos pela legislação internacional, chancelados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que não configuram terrorismo. "Entendemos que a manifestação contra governo ditatorial é legítima, faz parte da sobrevivência de um povo", disse ele. "A ONU tem admitido que o fato de resistir a uma ditadura, não é ato terrorista", acrescentou

A declaração do presidente da OAB, feita após audiência com o ministro da Justiça, Tarso Genro, contraria a tese do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de que a Lei da Anistia, de 1979, vale para todos os lados - sejam torturadores do regime militar, ou guerrilheiros de esquerda que tenham praticado atos de terrorismo, como assalto a banco, seqüestro de diplomatas e assassinatos.

A OAB é autora da ação no STF que pede punição para torturadores. Tarso defende as mesmas teses de Britto, para quem o presidente do tribunal precipita-se ao revelar sua opinião sobre um assunto que ainda será julgado na Casa, quando coloca torturadores e guerrilheiros no mesmo nível. "Esse é justo o tema que está sendo colocado para o STF decidir", explicou o presidente da OAB. "O que nós reafirmamos é que aquele cidadão que estava preso a disposição do Estado, que deveria lhe dar segurança, não poderia ser vítima de tortura", enfatizou.

Segundo o presidente da OAB, é assim que funciona na legislação de todo o mundo, que o Brasil tem apoiado. "Não basta apoiar uma legislação, é preciso fazer o dever de casa", cobrou. Mas ele acha que o debate está sendo saudável e que, ao final, prevalecerá a tese universal compatível com os direitos humanos e o STF terá uma decisão histórica. "O Brasil vai ficar em paz com sua história ao reconhecer que aqui, como nos demais países, torturador não tem vez", desejou.

Por Oni Presente

03/11/08

A ver navios Piratas - Quando ou quanto vale o escrito na Lei


Excetuando os bons e corretos profissionais e servidores - que são vitimas também pagando pela desconfiança e pela fama junto a sociedade, em certas "avaliações" de parte de uma mídia-política brasileira fica bem claro que julgam os outros por eles, tratar como se fosse normal, comum e legal alguém pedir para uma autoridade fazer ou deixar de fazer algo prescrito em Lei é a própria boca falante e torta das décadas perdidas, é a herança, os favores e simpatias que enchem as velas malditas dos mares piratas.

Entre outras, a persistente prática de: “Só valer o que esta escrito, dependendo de contra quem for” por parte de uma autoridade política, judiciária ou executiva é uma das páginas que resiste e precisamos virar da história da sociedade contemporânea nacional.

Independente de desejos, de preferências e de pedidos pessoais a Lei, a prestação, aplicação e interpretação desta deve ser igual para todos. O contrário é prática de quem pensa que não mudou ou não quer que o Brasil mude, além de um comportamente indigno de ocupar o cargo.

Uma Revolução Completa, JÁ!

Por soldadonofront

02/11/08

Jornalista Beth Prata é presa em Búzios


A jornalista Elizabeth Perez Baptista Prata, conhecida como Beth Prata âncora do programa “Bom dia Búzios”, pela Rádio Cabo Frio, foi presa por policiais militares de Búzios, na tarde da quinta-feira, dia 30 de outubro, por ordem do Juiz criminal da cidade, Rafael Resende das Chagas.

Beth Prata está sendo acusada pela distribuição de panfletos apócrifos chamando juízes de corporativistas. Os panfletos teriam sido distribuídos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Por volta das 18h30, falando de um celular, de dentro da delegacia, Beth Prata fez contato com a ABI para pedir apoio para o seu caso.

Muito nervosa, a jornalista só conseguiu dizer que estava preocupada porque teve a informação de que “seria transferida para um presídio no Rio” (carceragem feminina da Polinter, de acordo com o Globo Online). A ligação foi interrompida e não conseguimos mais contato com Beth Prata.

Até e à veiculação desta notícia, também não conseguimos falar com o advogado da jornalista, Vanderley Rebelo, para saber sobre os motivos exatos da prisão, e se o fato têm a ver com os processos que ela responde em Búzios por calúnia e difamação ao Juiz da Comarca do balneário, João Carlos Correia, e, sob a mesma acusação, ao dono do jornal Primeira Hora, Ruy Borba.

No dia 8 de setembro, Beth Prata encaminhou à ABI cópia da denúncia que fez à Corregedoria Geral de Justiça do Rio de Janeiro e à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, acusando Ruy Borba, de persegui-la e difamá-la.

O caso também foi relatado pelo Deputado Federal Chico Alencar (PSOL-RJ), em discurso na sessão de 20 de agosto da Câmara dos Deputados. No mesmo documento, a jornalista informava que está sendo processada também, por calúnia e difamação, pelo Juiz João Carlos Correia.

Site ABI

24/10/08

Os Deuses são Humanos - As redes de TV


No Brasil, o Sistema Central de Mídia é estruturado a partir das redes nacionais de televisão. Mais precisamente, os conglomerados que lideram as cinco maiores redes privadas (Globo, Band, SBT, Record e Rede TV!) controlam, direta e indiretamente, os principais veículos de comunicação no País. Este controle não se dá totalmente de forma explícita ou ilegal. Entretanto, se constituiu e se sustenta contrariando os princípios de qualquer sociedade democrática, que tem no pluralismo das fontes de informação um de seus pilares fundamentais.

Desde a década de 60, a configuração do sistema de redes nacionais foi sendo construída com duas características básicas: forte apoio dos recursos públicos e um modelo de negócios baseado na afiliação de grupos regionais privados a esses conglomerados nacionais. Até hoje, cerca de um terço das prefeituras municipais e outra parcela substancial de empresas públicas estaduais financiam a interiorização dos sinais das redes comerciais.

Donos da Mídia

20/10/08

KASSAB, PRECONCEITO E CINISMO DA MÍDIA

“O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos... A prática da democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los”.

O trecho acima faz parte do editorial do jornal O Globo de 14 de dezembro de 1989, intitulado “O direito de saber”, publicado na véspera do segundo turno da eleição presidencial. Dias antes, Collor de Mello, o “caçador de marajás” forjado nos sinistros laboratórios da famíglia Marinho, havia levado à TV a ex-mulher de Lula, Mirian Cordeiro, que acusou o candidato das esquerdas de tê-la induzido a abortar uma filha, “oferecendo-lhe dinheiro”. Na ocasião, a mídia venal não vociferou contra esta “baixaria”. Pelo contrário, difundiu a versão e exigiu “o direito de saber”.

Bem diferente da postura adotada agora, quando o programa de TV da postulante à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, pergunta se o seu opositor, Gilberto Kassab, é casado e tem filhos.

A gritaria dos serviçais da Rede Globo, como Ricardo Noblat, Cristiana Lobo e André Trigueiros, é ensurdecedora. Parece que o mundo desabou. Para eles, a candidata insinuou que seu adversário é homossexual, o que é um repugnante preconceito.

Outros colunistas “imparciais”, como Clóvis Rossi e o fascistóide tucano Reinaldo Azevedo, também ficaram indignados. Pura hipocrisia.

Cruzada sórdida contra Marta


De fato, o comercial da candidata é errado por atiçar a homofobia. Ele também é questionável, já que pode representar um tiro no pé, uma ação desesperada de quem ficou em segundo lugar no primeiro turno e está atrás em todas as sondagens do segundo turno.

Somente as novas pesquisas e, principalmente, a votação de 26 de outubro, dirão se a peça publicitária teve o efeito desejado. Outra coisa, porém, é a reação cínica do grosso da mídia.

Contra Lula, Marta ou outro candidato de esquerda, “o direito de saber”. Contra os candidatos de direita, é “invasão da vida particular”.

No triste episódio de Mirian Cordeiro, a mídia sequer averiguou a veracidade dos fatos. Somente após a eleição, que deu a vitória à criatura da TV Globo, é que se soube que ela havia embolsado uma “ajuda” para encenar no horário eleitoral gratuito.

Pouco depois, ela até tentou ser vereadora pelo ex-PFL, atual demo de Kassab. A mídia também nunca criticou a sórdida campanha contra Marta Suplicy, satanizada por defender a livre opção sexual e por ter se separado do ex-marido. Muitas “autoridades”, que até hoje mantêm suas relações clandestinas, repudiaram sua atitude.

Serviçais dos “barões da mídia”

A mídia não é neutra ou imparcial, como se mistifica nas faculdades de jornalismo. Ela tem lado, posições de classe e interesses comerciais. Editores e colunistas, com honrosas e raras exceções, nunca desafiam os “barões da mídia”; servem servilmente e regiamente pagos.

Por Alex Severianni

18/10/08

O Seqüestro da Dignidade: é você sob a mira de um revólver


Como o povo paulista foi seqüestrado e humilhado pelos criminosos da falange midiocrata...

A mocinha mais encantadora da escola, olhos meio tupinambás, cabelos negros e compridos, alegre e falante, teve o cérebro atravessado por um fervente projétil de arma de fogo. Eloá é a vítima mais visível do desgoverno insano e cínico que mantém São Paulo em cativeiro desde Março de 2.001, quando ascendeu ao trono estadual o suserano alquimista. Ser paulista, hoje, equivale a viver num buraco imundo, úmido e molhado, sob a mira trêmula de um revólver, mas diante de uma TV que anuncia maravilhas da autoridade midiocrata.

Os paulistas sofrem, sobretudo, por conta da educação com padrões de quinto mundo, cujo projeto foi iniciado pela secretaria Rose Neubauer, há 13 anos. O Estado converteu-se, assim, na terra dos jovens analfabetos, zumbis sociais, filhos do regime de "aprovação automática".

No campo das obras públicas, sob a bandeira de treze listras, prospera o paraíso das empreiteiras e dos "gatos". As irregularidades se multiplicam, mas o campo de força da Assembléia Legislativa impede qualquer investigação detalhada sobre a farra com o dinheiro público.

Não bastasse a máfia dos pedágios e aquela dos fiscais associados aos parceiros do DEM, parte de São Paulo ainda foi entregue ao crime organizado. Quando o acordo sofre ameaças, o PCC simplesmente assume o controle de toda a gleba, como ocorreu em Agosto de 2.006.

Unanimidade sob vigilância do editor careca

São Paulo já sofrera muito, outras vezes, sob a direção de embusteiros como Ademar de Barros, Laudo Natel e Paulo Maluf. Estes, no entanto, encontravam aqui e ali o julgamento crítico, e muitas vezes a oposição, de veículos da imprensa hegemônica e dos jornalistas.

Constituído pela aliança dos setores quatrocentões, pela elite industrial e pelos ventríloquos do neoliberalismo bandeirante, o sistema de governo tucano cuidou, desde 1.995, de privar o Estado de qualquer debate público de idéias.

Esse controle se faz pela cooptação de profissionais de imprensa, muito bem remunerados, pela censura prévia exercitada nos "aquários" das redações e pela duras punições aplicadas aos jornalistas não-alinhados.

Nas redações da Barão de Limeira e da Marginal Tietê, há os chamados "telefones azuis", pelos quais o dono da mídia paulista, o calabrês José Serra Chirico, encomenda matérias, edita verbalmente textos e determina demissões.

"O Serra mandou" é frase comum, pronunciada em cochichos nas redações dos dois principais jornais paulistas.

Quando o calvo mandatário se vê ocupado, destaca algum de seus lugares-tenentes para a função de editor-chefe. Pode ser Aloysio Nunes Ferreira Filho, José Aníbal ou Angelo Andrea Matarazzo, tido orgulhosamente no PSDB como o "Chuta-mendigo", por conta de sua política de perseguição ao povo-de-rua.

Por Josinhas 25

15/10/08

O Globo publicou e depois retirou - Garoto de 12 anos faz Marta dançar e chorar na periferia de SP

De short, camiseta furada e nos pés um par de chinelos que não combinava, Jonathan Oliveira da Silva, 12 anos, levou às lágrimas a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, montada nesta quarta-feira num impecável figurino de calça e blusa de seda e uma sapatilha em verniz vermelho. O garoto cutucou a ex-prefeita quando ela já descia da carroceria do caminhão onde acabara de discursar para moradores de um bairro pobre do Jaçanã, na zona norte. Desinibido, ao lado de dois irmãos, ele pediu à petista para que ela ouvisse a música que disse ter escrito para sua campanha. Marta pediu licença ao locutor, que entregou o microfone ao menino.

Bastaram os primeiros versos de um hip hop improvisado com a batida de "Não Quero Dinheiro", imortalizada por Tim Maia, para a platéia ir ao delírio. Militantes que até então gritavam elogios ensaiados passaram à histeria com a letra da música em que se agradecia ao Bilhete Único e ao Renda Mínima. Marta se animou e logo pulava e dançava sobre o caminhão, ao mesmo tempo em que seguia orientação de Jonathan para cantar o refrão, quando se gritava o nome dela e o número 13.

Os irmãos faziam uma espécie de backing-vocals e garotas ensandecidas berravam os nomes dos artistas mirins e pediam bis. Marta deu então um passo para trás, já amparada por um dos líderes da comunidade. Com a mão no rosto, ela foi às lágrimas com a declaração do garoto à sua gestão. Com a maquiagem borrada, diante de uma platéia tomada pelo clima de baile funk que se instava ali, Marta acompanhou a performance do garoto, que pedia votos "à melhor mulher do mundo".

- Eu quero ser prefeita por você, Jonathan, e por todas as crianças - disse Marta, enxugando o rosto, enquanto ele pedia ao público para cantar com braços para cima.

O clima de festa, no entanto, escondia a situação precária em que o garoto vive com a mãe e outros cinco irmãos numa casa de quatro cômodos no Jardim Curuaçu, uma das áreas mais pobres do Jaçanã. Estudante da sexta série de uma escola pública, Jonathan perdeu o pai e o irmão de 19 anos recentemente. Ao lembrar da história familiar, o menino, que também ajuda em casa distribuindo panfletos de um açougue para ganhar R$ 20,00 por mês, puxou a camiseta para enxugar as próprias lágrimas.

- Eu fiz essa música para a Marta porque meu irmão que morreu também gostava de escrever música e admirava muito ela. Quando soube que ela vinha para cá, eu resolvi escrevi essa letra - dizia ele, já cercado por cinegrafistas, fotógrafos e repórteres.

- Tomara que eu fique famoso para vida da minha família melhorar, né?

Aos jornalistas, Marta fez um desabafo:

- Fora ele ser muito talentoso, é o motivo pelo qual quero ser prefeita.

Por JAIR ORICHIO JUNIOR via Rede Blogo

06/10/08

Festa vermelha em Fortaleza,


Vestidos de vermelho e branco, manifestantes foram aos comitês da prefeita para festejar a vitória em 1º turno. Antes mesmo de terminar o horário de votação, os comitês de campanha da prefeita Luizianne Lins, reeleita com mais de 50% dos votos válidos, já preparavam a festa da vitória. A euforia maior veio com a divulgação da pesquisa boca-de-urna, do Ibope, que confirmou a prefeita com 53% das intenções de votos, dando a ela a vitória em primeiro turno, o que se confirmou com o resultado das urnas. Em frente ao comitê central, a venda de bebidas alcoólicas, proibida até meia-noite, estava acontecendo normalmente, sem fiscalização.

Depois da confirmação do resultado final, uma multidão lotou a Av. da Universidade. O ponto negativo foi o atraso da prefeita que, até às 22h30 ainda não havia chegado. O perímetro compreendido entre a Av. 13 de Maio e a Av. Domingos Olímpio foi completamente tomado pelos manifestantes, comemorando a reeleição ainda em primeiro turno. De cima do trio elétrico, o ministro da Previdência, José Pimentel, passava para o locutor as informações sobre a apuração dos votos na capital cearense e também nos municípios do interior do Estado. A cada vitória petista, o público vibrava, animado pelo locutor.

O povo de Fortaleza não aceita mais a ditadura do PSDB/DEM e nem das manipulações da Mídia Conservadora. A Esquerda fez a festa e o Partido dos Trabalhadores se tornou exemplo de administração eficaz. Viva o Socialismo!

Por DANIEL PEARL

03/10/08

Comunista apoiado por PT e PSDB lidera em Aracaju


Primeiro militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) a comandar uma capital brasileira, o atual prefeito de Aracaju e candidato Edvaldo Nogueira é apontado pelas pesquisas do Ibope como favorito para continuar seu mandato. Nogueira assumiu a prefeitura em 2006 com a saída de Marcelo Déda, do PT, que se elegeu governador do estado de Sergipe. Mas o pleito em Aracaju não deve se definir no primeiro turno. A outra vaga para a nova rodada está sendo disputada pelo candidato do PMDB, Almeida Lima, e do DEM, Mendonça Prado.

No contexto da política brasileira, as eleições em Aracaju marcam ainda a única união formal entre PT e PSDB em uma capital. Eles apóiam Nogueira. Na última pesquisa do Ibope, realizada em meados de setembro, Nogueira tinha 41% das intenções de voto, sete pontos a menos que na pesquisa do início do mês. Na análise do instituto é possível que o eleitorado do prefeito tenha migrado não em direção aos demais candidatos e sim para o contingente de indecisos, podendo significar uma mudança no cenário eleitoral. De qualquer forma, a pesquisa revela que 64% acreditam que Nogueira vai ganhar as eleições.

Como o segundo turno é quase certo, os candidatos do PMDB e do DEM tentam conquistar cada voto. Almeida Lima que já foi prefeito da cidade pelo PMDB tinha, segundo o Ibope, 18% das intenções de voto. O candidato Mendonça Prado, genro do ex-governador João Alves e da senadora Maria do Carmo Alves, todos do DEM, registrou 12%, alta de quatro pontos. Diz a imprensa local que esse crescimento pode ter ocorrido pelo fato de o ex-governador ter entrado na campanha com maior empenho durante o mês de setembro.

Os outros candidato em Aracaju são Vera Lúcia, do PSTU, e Anderson Góis, do PCB, ambos com 2% das menções do eleitorado. Os indecisos chegam a 16%, votos brancos e nulos a 10%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

Por: Helena™ - amigosdopresidente

26/09/08

PEC que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional aguarda votação no Plenário.

MOVIMENTO CERRADO VIVO
Aguarda votação no Plenário a proposta de emenda à Constituição - PEC 53/01 - de autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional. A PEC altera a redação do artigo 225 da Constituição, o qual estabelece que é dever do poder público e dos cidadãos defender e preservar esses biomas.

Se a PEC for aprovada, tanto o Cerrado quanto a Caatinga serão equiparados aos biomas já considerados patrimônio nacional pela Constituição: a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica (região litorânea do país), a Serra do Mar (litoral leste-sul brasileiro), o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira (zona de transição entre regiões continental e marítima).

Bioma é um conjunto de vida vegetal e animal constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação adjacentes e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.

Na justificativa, o senador Demóstenes Torres argumenta que a ocupação desses biomas deve ocorrer de modo a garantir a preservação do meio ambiente, coibindo práticas predatórias na exploração dos recursos naturais e respeitando as limitações ecológicas de cada bioma.

Demóstenes explica que a inclusão do Cerrado entre os biomas considerados patrimônio nacional deve-se não só ao fato de este ocupar cerca de um quarto do território do país, mas, principalmente, de englobar ampla biodiversidade. Na avaliação do senador, é insuficiente a prioridade concedida à conservação desse ecossistema, evidenciada pelo baixo percentual de unidades de uso indireto - parques nacionais, reservas biológicas e estações ecológicas - e a inexistência de unidades de conservação de uso direto - florestas nacionais, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas.

Também a Caatinga deve ser considerada patrimônio nacional, argumenta o senador, uma vez que o bioma pode ter sido o mais severamente devastado pela ação humana em seus processos de ocupação e exploração de recursos, resultando em esgotamento de grande parte do solo e processos erosivos e de salinização.

O relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirma em seu relatório que qualquer discriminação entre os diversos ecossistemas nacionais que leve a considerar alguns mais importantes ou mais significativos do que outros configuraria uma inaceitável condição de biomas de primeira e de segunda classe.

FONTE: Cerrado Vivo

20/09/08

Capitalismo Carcomido - A gravidade da Crise

Rasgando a fantasia, o governo americano vai salvar o sistema financeiro do país. Injetará mais 700 bilhões de dólares para salvar o país de uma crise geral e o contribuinte pagará a conta. Receberá nos próximos anos de volta os recursos que, agora, o governo dá em seu nome às financeiras, na verdade, não aos bancos comercias do país, mas a uma série de instituições, os famosos fundos e as seguradoras, que foram sendo criados para alavancar o sistema de financiamento, sob o olhar complacente das autoridades e dos próprios bancos que também agora aproveitam para comprar na bacia das almas muitas dessas instituições.

Todo o sistema americano está sob moratória ou simplesmente suspenso, tendo os órgãos reguladores vedado qualquer venda a descoberto de valores financeiros, uma medida inédita que mostra a gravidade da crise. Ninguém imaginou que viveria para ver a maior potência do mundo de joelhos salvando com dinheiro público seus bancos, enterrando de vez toda baboseira sobre a supremacia do mercado livre, liberalismo e outros dogmas tão ao gosto de nossos conservadores e ortodoxos.

Do blog do Dirceu

15/09/08

Relatório do FMI diz que o Brasil reduziu a pobreza

Um relatório divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta quinta-feira indica que a quantidade de pessoas consideradas pobres no Brasil caiu de 28% da população em 2003 para 23% em 2005.

No relatório, intitulado Panorama Econômico do Hemisfério Ocidental, o FMI considera pobres as pessoas que não têm capacidade de "comprar uma cesta de produtos básicos de consumo".

No mesmo período em que a pobreza caiu, a renda dos 50% mais pobres da população brasileira cresceu num ritmo duas vezes maior do que a receita dos 10% mais ricos, além do desemprego ter diminuído, seguindo tendência regional.

“A recuperação (econômica) da região nos últimos anos ajudou a melhorar o nível de emprego e os indicadores sociais. Em vários países – incluindo Argentina, Brasil, Chile, México e Venezuela – o crescimento do nível de emprego se acelerou em 2005 e, na primeira metade de 2006, e o desemprego formal diminuiu significantemente para uma média de 10% no continente”, diz o estudo.

O nível de pobreza na região como um todo também declinou entre 2003 e 2005, indo de 44% para 40%, enquanto o percentual de população vivendo em extrema pobreza foi de 19% para 17%. São consideradas em situação de extrema pobreza pessoas que têm de viver com menos de US$ 1 (cerca de R$ 2,14) por dia.

Programas sociais


O FMI afirma em seu estudo que a melhoria das condições sociais na região ocorreu em grande parte devido aos programas sociais.

“Vários países têm programas que tentam atacar o problema da pobreza. No Brasil, o programa Bolsa Família está projetado para alcançar 11,2 milhões de famílias até o final de 2006, comparados com 8,7 milhões em 2005 e 6,7 milhões em 2004”, diz o texto.

Para o FMI, programas como o Bolsa Família “mostram-se promissores como instrumentos para reduzir a pobreza e conseguem dirigir os fundos àqueles que necessitam”.

“Além da transferência de dinheiro condicional, os programas de assistência social incluem programas de merenda, capacitação profissional para jovens e assistência financeira para deficientes físicos”, afirma o estudo.

Contudo, o relatório alerta para o fato de que “melhorias duradouras nessas áreas exigirão a formação de respaldo social para reformas”.

Da BBC Brasil

08/09/08

Unânimidade Nacional - Dilma Rousseff é as graças do empresariado

Este apoio cada vez maior dos empresários para a candidatura de Dilma é perfeitamente compreensível, pois a economia brasileira está crescendo (estamos no 5o. ano consecutivo de crescimento - que começou em 2004 - e as previsões apontam para mais um ano de crescimento econômico em 2009, com o PIB crescendo entre 4,5% e 5% no ano que vem), as vendas no comércio varejista crescem em torno de 10% ao ano.

A inflação está dentro da meta estabelecida pelo CMN (que vai de 2,5% a 6,5% ao ano), é bem inferior à média dos países emergentes, e já está em franco processo de desaceleração.

Além disso, nunca se geraram tantos empregos formais como agora, milhões de novos consumidores surgem a cada ano (devido à melhor distribuição de renda, à geração de empregos, à melhoria salarial e aos programas sociais inclusivos) e isso já faz com que a classe média seja a maioria absoluta da população.

As exportações devem fechar 2008 em US$ 200 Bilhões, as reservas internacionais passam de US$ 200 Bilhões e são suficientes para pagar toda a dívida externa brasileira, a produção industrial cresce fortemente e os lucros das empresas do setor produtivo batem recordes sucessivos.

Assim, neste cenário, somente empresários muito burros, mesmo, podem deixar de apoiar um candidato governista em 2010.

Os empresários podem, até, não gostar muito de Lula ou do PT mas, com certeza, não são loucos suficientes para rasgar dinheiro, certo??

Por Marcos

03/09/08

Marta: “O pouco de Metrô que os tucanos construíram caiu”


A candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), reafirmou na sexta-feira, durante evento sobre a terceira idade, suas propostas de expansão do Metrô da capital e rebateu as críticas feitas por seus adversários aos seus projetos. “Que competência eles têm para falar do nosso plano?”, questionou. “O pouco de Metrô que os tucanos construíram nos 14 anos de governo e 4 de Prefeitura caiu”, afirmou a candidata, referindo-se ao desastre ocorrido na linha 4, ainda em construção, que matou sete pessoas em janeiro de 2007.

Marta anunciou que pretende destinar R$ 1,96 bilhão por ano às obras de ampliação do Metrô em parceria com os governos estadual e federal. A proposta foi apresentada em ciclo de debates organizado por representantes do setor de construção civil, no Instituto de Engenharia. No projeto da candidata, a cada ano, a Prefeitura injetaria R$ 490 milhões no Metrô, o Estado, R$ 980 milhões, e a União, R$ 490 milhões. O plano, já aprovado pelo presidente Lula, representa a construção de 46 km de linhas de Metrô em 4 anos e 66 km em 6 anos. Atualmente o Metrô paulista possui apenas 61,3 km de extensão.

Uma das propostas da candidata é a linha Cachoeirinha-Conceição que vai interligar todas as outras linhas existentes ou em construção. As obras possibilitarão aos hoje poucos usuários da linha 5 (Capão Redondo-Largo 13 de Maio), com apenas 6 das suas 17 estações construídas, a possibilidade de chegarem ao centro pelas linhas 2, 3 e 4, além desafogar a saturada linha 1 (Tucuruvi-Jabaquara).

DESCASO

Respondendo à nota do Companhia do Metrô que criticou a proposta, o ex-secretário de transporte de Marta, Carlos Zarattini, disse que a proposta tem o apoio de técnicos do Metrô e avaliou que a empresa, ao invés de se envolver no debate eleitoral, deveria se dedicar a dar à opinião pública uma explicação sobre o grave acidente ocorrido na Linha Amarela.

Realmente a ex-prefeita de São Paulo tem toda a razão. A atuação do candidato tucano, Geraldo Alckmin, no que se refere ao metrô, é sofrível. Ou, para ser mais preciso, foi um verdadeiro desastre. Sua grande realização é uma cratera de 80 metros de diâmetro que matou 7 pessoas e desabrigou 79 famílias. É bem verdade que ele deixou a batata quente nas mãos do Serra, mas é de domínio público que mesmo dizendo que já estava fora do governo, a responsabilidade pelo contrato criminoso que acabou com a fiscalização das obras, foi dele.

Neste sentido, aproveitamos esta oportunidade para fazermos uma pequena correção nos dados contidos em matéria publicada na Edição 2692 do HP sobre o assunto. Nela dissemos que “após 13 anos no comando do Estado, os últimos quatro comandando também a prefeitura de São Paulo, os demo-tucanos finalizaram pouco mais de 10 quilômetros de metrô”. Esta informação não é correta. Neste período foram construídos 17,5 km de metrô. Destes, e verdade, apenas 3,5 km foram da lavra de Alckmin. Os outros 14,1 km foram de iniciativa de Mário Covas. Ou seja, o atual candidato tucano entregou à cidade míseros 3,5 km de metrô. A linha 4, que ele privatizou em 2003, até agora não produziu nem um km de linhas, apenas desgraça para as famílias e uma cratera de 80 metros de diâmetro e 30 de profundidade.

Hora do Povo

27/08/08

Estão descobrindo as maracutais de Gilmar Mendes para tirar da prisão Daniel Dantas


A procuradora-regional da República Janice Ascari chama a atenção para um fato registrado no parecer em que o subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pede a volta de Daniel Dantas à prisão: a decisão de soltar o banqueiro foi tomada com base em pedido que não juntava o despacho completo do juiz federal Fausto Martin De Sanctis.

Afirma a procuradora Ascari ao Blog do Frederico Vasconcelos.

"Tive a oportunidade de ler a íntegra da arrasadora e bem fundamentada manifestação do Ministério Público Federal, pelo subprocurador-geral Wagner Gonçalves. Além de atropelar as demais instâncias, de decidir 'per saltum' etc., é estarrecedor saber que Sua Excelência o presidente do STF liberou o preso sem levar em conta o fato de que faltavam as quatro últimas páginas da decisão que estava sendo reformada --justamente as páginas finais da decisão que mandava Daniel Dantas à cadeia".

Afirma o parecer de Gonçalves ao STF:

"Vale ressaltar aqui um fato curioso: os advogados dos impetrantes, no afã de obterem, rapidamente, a cassação da preventiva, ao fazerem o pedido (petição de fls. 819/830), juntaram o despacho do r. Juiz singular, que decretou a preventiva, de forma incompleta (fls. 834/848), ou seja, faltando as quatro (4) últimas folhas".

No parecer que será apreciado pela 2a. Turma do STF, o subprocurador-geral transcreve a cópia do inteiro teor do despacho do juiz de primeiro grau, incluindo as quatro folhas faltantes que também fundamentam a prisão preventiva.

"Não se trata de abstrações, fatos vagos, mas dados concretos, elementos novos, que justificavam, como justificam, a prisão de Daniel Dantas, data venia", afirma Wagner Gonçalves.

A 2a. Turma é formada pelos ministros Celso de Mello (presidente), Ellen Gracie, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Eros Grau (relator).

Por: Helena™

25/08/08

Não se vislumbram vitórias importantes da oposição

Não só em São Paulo, no Rio e em BH a situação nos é favorável. Nas eleições deste ano o PT e os principais candidatos dos partidos da base do governo caminham para vitórias em todo o país. Não se vislumbram - a não ser em São Luiz, Teresina e Curitiba - vitórias importantes dos partidos da oposição, PSDB, DEM e PPS.

Tanto em São Paulo como no Rio - e agora em Recife - os ex-pefelistas, hoje DEM, caminham para a derrota. Temos aí, em disputa, ainda, a prefeitura de Salvador, onde o candidato do PT, deputado Walter Pinheiro sobe a cada pesquisa e deve disputar a ida ao segundo turno de igual para igual com ACM Neto, do DEM, e Antonio Ambassay, do PSDB.

Em Fortaleza a candidata do PT, Luiziane Lins, e em Recife, o do PT, João da Costa, apoiado pelo presidente Lula, o governador Eduardo Campos e o prefeito Joao Paulo, tomaram a dianteira. A situação nas cidades medias e grandes não é diferente, particularmente naquelas com segundo turno.

Assim 2008 vai apontando a real possibilidade de eleição do sucessor ou sucessora do presidente Lula pela coalizão que apóia o governo, principalmente pela aliança entre o PT e o PMDB. Se conseguir o apoio e a participação do PC do B / PSB / PDT, é inquestionável que essa coligação será vitoriosa.

Blog do Dirceu no Eleições On Line

18/08/08

NOVAS ENQUETES

12/08/08

Exemplo Brasileiro - Militares querem tornar os Estados Unidos "verde"

As forças armadas norte-americanas já têm a fama de promover mudanças, desde a integração racial até o desenvolvimento da internet. Agora, os oficiais do Pentágono dizem que os esforços pela energia verde ajudarão os Estados Unidos a combater o aquecimento global. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por si só, já consegue realizar algum impacto, já que representa 1,5% do consumo de energia do país. O exército estabeleceu como meta que, até 2025, 25% de sua energia devem ser provenientes de fontes renováveis. De acordo com Alan Shaffer, oficial aposentado da Força Aérea e diretor do departamento de engenharia e pesquisa do Pentágono, as forças armadas ainda pretendem desenvolver máquinas e métodos para ajudar a Main Street America - região entre as margens ocidentais do Lago Michigan, nos Estados Unidos, até o estuário do Rio São Lourenço, no Canadá - a alcançar metas similares.

Enquanto os militares marcham por um caminho mais verde, o governo federal enfrenta diversas críticas por falhar na tomada de medidas significativas pela desacelaração das mudanças climáticas. No mesmo dia em que Shaffer chegou ao estado norte-americano da Califórnia para visitar as bases militares que testam eficiência energética e energias renováveis, o estado anunciou planos de processar a Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) por "audaciosamente" ignorar seu dever de regulamentar as emissões de gases do efeito estufa. Os militares não focavam em redução do consumo de energia até os preços do petróleo subirem rapidamente, há dois anos. Segundo o coronel aposentado do exército John Spiller, dentro de seis anos uma estação portátil de energias eólica e solar no Forte Militar Irwin, na Califórnia, poderá trazer a eletricidade rapidamente de volta às cidades costeiras atingidas pelo furacão.

De acordo com Shaffer, dentro de poucos anos os militares poderão reduzir seu consumo de energia de 10% a 20%. As forças armadas gastam cerca de 14 bilhões de dólares com energia, por ano. Mais do que os 11 bilhões de dólares que eram gastos no ano de 2005. Contudo, Shaffer acrescenta que economizar energia não pode se tornar uma despesa do efetivo operacional. Segundo ele, os comandantes não pedirão que os pilotos reduzam o consumo de combustíveis. Energia renovável não é algo novo para os militares. As turbinas eólicas já suprem grande parte da energia consumida nas bases navais isoladas na Baía de Guantánamo, em Cuba. Mas a urgência de ampliar o programa aumentou em 2006, depois que o General Richard Zilmer, da Marinha, disse que levar energia solar e eólica para a frente de batalha reduziria as mortes de soldados. Segundo Shaffer, toda vez que é necessário enviar um comboio para reabastecer os tanques, vidas são colocadas em risco. Segundo ele, os custos importam, sim. Mas as vidas importam muito mais.

Fonte: Reuters - 08.08.2008

04/08/08

Satiagraha: PF mapeou todas as ligações

PF recebeu senhas da Justiça para monitorar histórico de chamadas não só dos investigados, mas de qualquer assinante. A equipe da Polícia Federal chefiada pelo delegado Protógenes Queiroz, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e outras 17 pessoas na Operação Satiagraha, foi autorizada pela Justiça a acessar o cadastro completo e o histórico de ligações de todos os assinantes das companhias telefônicas.

Embora não tenha permitido aos policiais ouvir e gravar as conversas, apenas mapear as chamadas, tal autorização, concedida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, não está prevista na lei nº 9296, que disciplina a interceptação de comunicações telefônicas em investigações criminais.

No entanto, reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste domingo aponta que Protógenes e seus colegas receberam senhas para acessar os computadores da rede de telefonia do país. De posse destas senhas – que as companhias telefônicas foram ordenadas a fornecer –, os delegados teriam acesso, em tese, a aos dados de qualquer pessoa que possui um telefone no Brasil.

Apesar de o objetivo da PF ser monitorar as ligações dos investigados em suas operações, as senhas deram aos policiais a possibilidade de vigiar muito mais gente.

Um despacho do juiz Márcio Rached Millani mostrado pelo jornal evidencia a situação. Ele diz que o fornecimento de senhas "destina-se ao acesso às informações de banco de dados das concessionárias de telefonia possibilitando-lhes o seguinte: i) consulta aos cadastros completos de assinantes e usuários, através de pesquisas por nome, CPF ou CNPJ e/ou número de linha e IMEI [dados e voz pela Internet] de eventuais investigados; ii) consulta ao histórico de chamadas, abrangendo essas linhas interceptadas e aquelas que se comunicarem com esses números".

O juiz Millani é o substituto do magistrado Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que bateu boca com Gilmar Mendes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, depois da concessão de dois habeas corpus em favor de Daniel Dantas.

"Margem a abusos"

Diante da situação, a operadora Vivo, por sua filial no Rio, enviou ofício em 2007 ao juiz de Sanctis, comunicando que o Ministério Público entendia que a concessão de “’senha genérica’ não tem base legal e fere o direito constitucional do sigilo de dados pessoais".

A companhia ainda apontou sua principal preocupação: o sistema "dá margem a abusos". A PF, por sua vez, garante que usa as senhas para obter apenas dados de pessoas que ligaram para investigados.

Diz o diário paulista que a prática de fornecimento de senhas é polêmica, e divide desembargadores e juízes. Um deles, o juiz federal Odilon de Oliveira, de Campo Grande (MS), disse que há decisões contrárias no Tribunal Regional Federal da 3ª região, em São Paulo, sobre o uso de senhas. Mas, segundo ele, "se for pedir ao juiz para mandar a empresa [de telefonia] informar o cadastro de quem ligou para o investigado, demorará uma semana. É melhor ter acesso rápido para fazer frente ao crime organizado".

Do Novojornal